Musica do dia
The Hives, Here we go again. Uma dessas que escapuliu na primeira leva de mp3s que baixei deles. Muito boa.
Os Fantasmas da Colombo
Meu amigo Leandro, que trabalha na Confeitaria Colombo no centro do Rio, recentemente me contou uma historia interessante sobre as "atividades" na casa, ao cair da noite. O local tem mais de 100 anos e e´ um dos pontos mais tradicionais da cidade, com sua arquitetura rebuscada e seus amplos saloes, inclusive tombado como patrimonio publico. Pois bem, a noite o estabelecimento e´ cuidado por varios segurancas, que tem que, obviamente, patrulhar os muitos cantos da vasta confeitaria... no escuro. Como todo lugar antigo que se preza, lendas nao demoram em surgir. O que nao e´ muito dificil de entender, ja que os detalhes arquitetonicos e os enormes espelhos que decoram o lugar certamente devem contribuir para um efeito sinistramente fantasmagorico. Uma das lendas diz que o fantasma do fundador da Colombo, o Sr. Lebrao, costuma perambular por sua antiga propriedade assiduamente. Inclusive, um funcionario tem uma teoria na qual o ex-dono ofereceu sua criacao ao diabo (dai o enorme sucesso que teve), baseado em certos detalhes "demoniacos" espalhados pela confeitaria, como figuras de Baco (com aspecto satanico), entre outras "provas". Ha relatos assustados sobre elevadores funcionando sozinhos no escuro e varios segurancas dizem sentir vultos que os seguem durante as rondas. Um deles inclusive contou sobre um encontro imediato que teve com um deles: estava dormindo num sofa e, ao acordar, deu de cara com uma figura espectral a olha-lo, colado ao seu rosto. Depois de alguns segundos travado pelo susto, tentou agarrar a "aparicao", que fugiu voando como se fosse um lencol. Outro seguranca chegou a disparar sua arma ao sentir uma sombra correndo por tras dele, para logo em seguida nao encontrar nada. Ou seja, a imaginacao (ou a atividade paranormal) corre solta pelo lugar. De qualquer maneira, vale muito a pena ir la´ e, no minimo, tomar um cafe, pedir alguns dos (muitos) excelentes doces feitos no local e apreciar a interessante particularidade do estabelecimento. Com ou sem a presenca do Sr. Lebrao por perto.
Como quebrar uma prancha em dois
Musicas do periodo
Bye, bye, Brasil
Ja' que o assunto e' cinema e o Brasil e' penta, vou revelar o segredo da vitoria da selecao: assisti ao filme Pixote na vespera do jogo contra a Alemanha. Ta' certo que Babenco e' o diretor, mas a historia sobre a vida maldita dos pivetes de rua e' tao brasileira quanto o futebol. A parte que mais impressiona obviamente e' a do reformatorio. A violencia, a miseria e o maltrato sao retratados provavelmente de uma forma mais branda do que corresponde a realidade, mas mesmo assim e' chocante. Inclusive, Pixote e cia. parecem ate' amostras melhores do que as ruas do Rio, de Sao Paulo, de Recife e outros centros urbanos nos oferecem no dia-a-dia. Como disse um critico, a brutalidade de Pixote faz com que as criancas do filme Kids parecam um monte de filhinhos de papai mal-criados (o que no fundo, eles sao). Depois da fuga, a historia comeca a ficar meio fragmentada, refletindo a vida nas ruas que os personagens levam (inclusive com uma ponta surpresa de Elke Maravilha). O espiral de crime poupa o personagem principal do destino que o Pixote de carne e osso nao conseguiu fugir na vida real. E' inevitavel pensar que a vida nas ruas e' ainda muito pior do que se ve na tela: infancia (e, muito provavelmente, vida) perdida, futuros criminosos e o que ha' de pior, em termos de descaso, na sociedade brasileira. Nao ha desculpa, condenar menores a marginalidade e' como dar um tiro no proprio pe' do país. O filme ainda constitui um interessante exercicio de memoria dos anos 70, tanto nas roupas como na linguagem. Um classico. Pra completar, uma lista dos melhores filmes brasileiros que minhas lembrancas ainda retem:
1. Dede Mamata. Estrelado pelos jovens Guilherme Fontes, Malu Mader e Marcos Palmeira. Um relato sobre alienacao durante os anos de chumbo, atraves de um filho de militantes esquerdistas. Por alguma razao, este filme me impactou mais do que qualquer outro. Talvez pelo retrato da falta de perspectivas de uma juventude que tem tudo, e mesmo assim nao faz nada, passeando como turista pelos submundos das drogas, politica e relacionamentos descartaveis. Vale a pena pela "novata" Malu Mader e a hilaria Iara Jamra.
2. Pixote. Vide acima.
3. Macunaima. Um filme do livro classico de Mario de Andrade. Estranho, bonito, violento e surrealista. Ou seja, bem brasileiro.
4. Pra frente Brasil. Excelente filme sobre vidas inocentes destruidas pelos soturnos (eu sempre quis usar essa palavra) aparelhos da repressao dos anos 60/70. Um comentario social sobre as consequencias da violencia e alienacao politica, sem cair demais na armadilha da propaganda ideologica. Na minha opiniao, muito bem filmado, um exemplo de como se fazer um otimo filme nacional.
5. O homem que virou suco. Com Jose Dumont, outro excelente produto brasileiro dos anos 80. Assim como Pixote, trata da degradacao moral, fisica e economica de outra parcela da populacao brasileira: os imigrantes nordestinos.
6. Dona flor e seus dois maridos. Bem filmado, talvez um dos poucos exemplos de adaptacao bem feita dos livros de Jorge Amado. Sem falar em Sonia Braga, afinal de contas, quando eu era moleque assistir filme nacional era garantia de ver mulher pelada.
7. O que e' isso companheiro?. Uma versao suavizada (e excessivamente romantica) de filmes como Pra Frente Brasil. Nao e' um classico, mas mesmo assim gostei de assistir.
8. Central do brasil. Nao e' isso tudo, tambem, mas e' um bom filme. Os gringos se amarraram.
9. Bossa Nova. Uma comedia romantica metida a besta pra ingles-ver. Apesar de tudo, as belas cenas do Arpoador valem a pena pra matar a saudade. Quem mora fora do Brasil entende.
10. Algo dos Trapalhoes. E' mal feito? E' uma merda? E' escroto? E'. Mas quem teve infancia com certeza assistiu algums desses filmes. Sentimentalismo e' o meu forte, porra!
PS1: As listas oficiais incluem titulos como Deus e o Diabo na Terra do Sol (que eu nao vi) e Terra em Transe de Glauber Rocha. Eu, sinceramente, acho que a genialidade de Glauber Rocha era convencer todo mundo que o que ele fazia era bom. Mas enfim, vale dizer que vi alguns curta-metragens dele na Italia que eram interessantes (alem de pra la' de bizarros).
PS2: Tentei procurar outros filmes brasileiros que vi, mas e' foda. Em todas as listas que eu acho, tem mais pornochanchada e filmes obscuros do que outra coisa. Ta' la' a IMDB que nao me deixa mentir! So' na letra C tem preciosidades como Carla, Sendenta de Amor (1974), Como Consolar Viúvas (1975), As Cangaceiras Eróticas (1974), Como É Boa Nossa Empregada (1973) e Com as Calças na Mão (1975). Ou seja, como dizia o letreiro de um cinema porno em Botafogo, la' pelo meiado dos anos 80: Elas dao a b..., e gostao de um p....
Nouvelle Vague
No balanco final dos filmes que assisti, fico com Pierrout le fou, A bout du souflle e (meu favorito) La Collectionneuse. Recentemente vi o seminal 400 blows, de Truffaut. Interessante, mas nao cheguei a entender a fama do filme. Talvez Jules et Jim ainda mude minha ideia sobre Truffaut. Ai' vao algumas fotos que consegui de Haydee Politoff, a anti-heroina de La Collectionneuse, de Eric Rohmer. E tambem uma critica do site criticos.com.br sobre Pierrot le fou, e outra americana sobre a "colecionadora".
Todos dizem eu te amo, Pierrot le Fou. Junto com Acossado, esta é uma das poucas unanimidades na carreira de Jean-Luc Godard. Um de seus maiores sucessos de público e de crítica, e um de seus filmes considerados mais "acessíveis", foi também chamado de "o mais belo filme francês do nosso tempo", ali por meados dos anos 60. Em vários países (Portugal, por exemplo), foi o primeiro filme do diretor a receber distribuição comercial, quando ele já havia realizado outros nove longas-metragens. Mesmo quem não tolera o cinema permanentemente "em obras" de Godard reserva um espaço para admitir sua admiração: "Bem, tem Pierrot le Fou, que eu adoro". Afinal de contas, por que todo mundo ama Pierrot le Fou?
Não dá para dizer que Godard, ao lidar com grandes produtores como Dino de Laurentiis (Pierrot) ou Carlo Ponti (O Desprezo, 1963) estava renunciando a seu projeto de trazer o cinema para mais perto dos imprevistos e da errância da vida. Pierrot é ainda mais atomizado que Acossado. O discurso intelectual e referencial sobrepõe-se a qualquer intenção de contar uma história. A narrativa é construída por uma sucessão de quadros e alusões. Godard trabalha com unidades e mitologias bastante reconhecidas do acervo cinematográfico clássico, sobretudo americano: o casal, o carro, o deslocamento em perigo, a aventura, o herói, o policial, a traição, a morte. Adapta com (dizem) razoável fidelidade o romance de Leonard White sobre um homem casado que larga tudo para fugir com uma jovem baby-sitter e se envolve até o pescoço com os comparsas criminosos da moça. A diferença é que Godard traz para a estrutura do filme a própria idéia de fuga e renúncia ao estabelecido. A filmagem não teve roteiro, mas um fluxo de anotações que comandava o improviso. A falta de rumo definido é freqüentemente tematizada nos diálogos entre Pierrot (aliás, Ferdinand) e Marianne: "Para onde vamos?", "O que fazer?". Enquanto o cinema hollywoodiano trata da fuga como uma linha reta, Godard explora o prazer dos desvios. A certa altura, Pierrot (digo, Ferdinand) presenteia Marianne com a surpresa de uma guinada no volante para fora da estrada, fazendo seu carro mergulhar nas águas da Côte d'Azur. Talvez ainda falte um estudo sobre Godard como mestre da arte da interrupção. Pierrot le Fou está cheio de exemplos admiráveis de quebra do eixo de repouso e automatismo do público, como a cena doméstica que desliza suavemente para o musical, a intromissão de esquetes e entrevistas com figurantes ou as falas diretamente para o espectador. As idéias de interromper, recomeçar e continuar também perpassam a ação e as conversas das personagens. Ana Karina chega a "cortar" uma cena com a tesoura diante da câmera. Em outro momento, os sons de uma briga corporal são "ilustrados" por fragmentos de um quadro de Picasso, convidando-nos a ver o filme (não apenas aquela cena) como uma construção cubista, uma visão simultânea de várias faces do mesmo objeto. A vida e ao mesmo tempo o seu relato, como no admirável plano-seqüência em que Marianne mata um segundo homem em seu apartamento e foge com Pierrot (êpa, Ferdinand) para fora de Paris.
Em sua fuga, Marianne quer apenas seguir vivendo, à espera de que os acontecimentos reais um dia confiram com a fluência e a organização dos romances. Godard queria que ela representasse a vida ativa, enquanto Pierrot (isto é, Ferdinand) personificaria a vida contemplativa. Ele tenta escapar de "um mundo de estúpidos", onde se conversa por slogans de publicidade e a bunda se transformou em ícone de toda uma civilização. Godard sempre filmou movido por essa simpatia pela evasão (Pierrot começa justamente onde termina Alphaville, a saída da cidade moderna robotizada). Mas, em 1965, ele ainda estava longe do radicalismo com que contestaria a burguesia e sua cultura mais adiante. Os filmes do Grupo Dziga Vertov e da fase maoísta, que se seguiriam a 1968, estão na raiz do Godard amargo e auto-ruminante que ainda subsiste hoje, por trás da poesia de um Elogio do Amor. Em 1965, Godard ainda não se colocava como o centro do mundo, embora estivesse presente em cada fotograma de seus filmes. Mesmo dinamitando (literalmente, no final) a estrutura do espetáculo, Pierrot le Fou permanece sendo um espetáculo. E dos mais fascinantes ainda hoje. Isto se manifesta no uso majestoso e elegante da tela Scope, nas panorâmicas sobre a natureza com que Godard pretendia reter a vida que passa, na palheta do Eastmancolor manejada por Raoul Coutard, na música calorosa de Antoine Duhamel, no humor e na ação freqüentes, no vigoroso aporte físico de Belmondo e Ana Karina a seus papéis. Numa opção até rara em se tratando de Godard, ele filma dois diálogos do casal no carro, usando uma simulação de estúdio com luzes coloridas. É clara a intenção de envolver o espectador com os signos afetivos do cinema. Mas, acima de tudo, o que presenciamos é o espetáculo da liberdade em pleno movimento. Não a liberdade anárquica que conduz à entropia total e à mera obscuridade. Pierrot le Fou é a expressão da liberdade com sentido, como um solo de Miles Davis. Por isso nos deliciamos, somos carregados e compramos a ilusão de que ela é nossa também. É como se víssemos os elementos canônicos do espetáculo cinematográfico na hora do seu recreio, quando a obrigação de seguir regras é suspensa e surgem as mais inesperadas recombinações. As coisas mudam de lugar e se interrompem mutuamente, mas não deixam de ser as próprias coisas que são. Pierrot está num entre-lugar entre a pura experimentação e o diálogo com tudo aquilo que, no cinema, nos é familiar.
Um filme de diálogos. Pierrot (ok, Ferdinand) e Marianne. Cultura pop e cultura erudita. Velasquez e Samuel Fuller. Cinema clássico e cinema de invenção. Filme e vida. Um completa o outro, assim como os protagonistas vão completando reciprocamente suas falas, como se ambos pertencessem a uma só unidade de pensamento. Nas paredes do quarto de Marianne, há espaço para a capa da revista Paris Match e para a reprodução da tela de Renoir. Pierrot (ou seja, Ferdinand) quer instruir sua filha levando-a para ver Johnny Guitar. O grande desejo que pulsa por trás das imagens de Pierrot le Fou (um desejo, por sinal, pós-moderno avant la lettre) é o de levar o cinema e as emoções para o campo de batalha das idéias, do qual supostamente não fariam parte. Ao mesmo tempo, lá está o impulso no sentido de um discurso poético onde vida e cinema não se contradigam nem se anulem mutuamente. No centro dessa estratégia está a palavra, erigida a um só tempo como ato físico e como gesto lírico. Os letreiros de abertura de Godard (e este em particular, com a entrada progressiva das letras do alfabeto) são uma senha para o peso das palavras nos seus filmes. Um jogo se anuncia desde ali, e é preciso aceitá-lo. Seja nas conversas, nas canções, no esquete hilário de Raymond Devos sobre a misteriosa música da sua vida, e até no diálogo post mortem de Marianne e Pierrot (calma! Ferdinand), é pelo verbo que o autor cria o seu mundo - e o destrói quando julga melhor, deixando apenas o vestígio niilista de "um ponto de interrogação sobre o Mediterrâneo". Pierrot le Fou é a mais querida esfinge da Nouvelle Vague. Talvez o amemos tanto não por sua inteligência - isto existe de sobra em todo filme de Godard -, mas pela emoção e a beleza que a embalam. Talvez o amemos porque ele não se limita a trocar idéias conosco, civilizada ou agressivamente. Ele conversa ao mesmo tempo em que nos arrebata em sua maestria formal e sua poesia enigmática. Godard nunca mais resolveria tão bem essa equação. Hélas pour nous...
Fascinating but grueling by the end, Rohmer's first feature-length film, and the third in his "Moral Tales," follows a bunch of self-obsessed people, some more ridiculous than others, for 88 minutes until they dissolve all connections between themselves. It's a study in narcissism, self-justification, and other, less attractive human traits. The film focuses on some pretty unlikable people, and you'll probably miss the more sympathetic characters to be found in Rohmer's other films, but this is a worthy, if less polished, work from the master of dialogue films. Adrien (Patrick Bauchau, who went on to an extremely succesful American-French career, including acquiring a minor cult following for his role on NBC's "The Pretender") is an art dealer whose girl-friend is going to London; he's heading off to a friend's house in St. Tropeze, where his friend Daniel (Daniel Pommereule) is also staying, plus a girl named Haydee (Haydee Politoff). After introducing the trio in 3 prologues, Rohmer packs up the bunch in the isolated house. Adrien's goal is to do nothing and relax totally while preparing to open a gallery, but there's something about Haydee that turns him on...or makes him want to reform her sleeping around with everyone...or makes him indifferent...or something. Adrien doesn't quite know himself, but in the voice-over he continually justifies all his decisions and thoughts to the point of insensibility. Ah yes - that voice-over. Surely one of the most intentionally pretentious in film history, Adrien's character reveals itself to the audience as egotistical and unlikable, not to mention self-deluding. He sees all human interaction not as spontaneous, but as a series of strategies, games and traps designed with pre-conceived goals in mind. In Haydee's case, Adrien convinces himself that she's doing everything just to get him, even when matters prove otherwise. It's a first-person story whose visuals constantly undercut the narration, and the device works well. The cast is uniformly excellent, including American critic Eugene Archer in a small, Orson Welles-esque part as a deep-voiced investor. I have no idea why Rohmer constantly inserts the sound of an airplane flying overhead, but I liked it the first time it came: we expect the image to change to one of a landing strip, but the shot continues instead. I like to think that's Rohmer's way of cautioning us not to make assumptions about what's going to happen next. As a dissection of youthful malaise and egotism, it's spectacularly accurate; as a gorgeously shot piece of eye candy (by genius Nestor Almendros, who sat in one location all day long to observe the light), it's even better, though the camera never gratuitously lingers on the scenery (the film moves well). As a film, it's bogged down by the frequently pretentious and opaque discussions, not to mention a growing sense of irritation at the mostly unpleasant and stupid characters. Nevertheless, strong stuff and an interesting watch.
Fim da temporada de hockey
Apos 13 jogos com os "Dragons", acabei minha participacao no campeonato de verao de hockey no gelo. Algo assim como uma pelada organizada, com juizes, times e alguem que escreve os resultados num papel. Marquei 5 gols (explicados abaixo), um a menos que no ano passado. Na verdade, uma sorte, ja' que fiquei 7 jogos sem marcar (tava foda) desde o segundo jogo. A maioria dos gols aconteceram nos ultimos encontros. Incluindo 2 no jogo final, contra os "Icecats", o nosso odiado rival. Que, alias, conta com outro jogador brasileiro(!), um cara fominha pra caramba, carinhosamente apelidado de "Crazy Legs". Os play-offs serao em setembro, vamos ver se da' pra vingar o vice do ano passado.
1o. gol: breakaway. Forcei o defensor na blue line, o cara pipocou, eu levei o puck e driblei o goleiro, no canto esquerdo de backhand.
2o. gol: rebound. Entrei pelo canto direito na zona ofensiva, driblei o primeiro defensor, puxei para a direita e mandei pro gol (wrist shot). O goleiro quase leva pelas pernas para, enseguida, tentar controlar o rebote sem sucesso. Me aproximo, domino e coloco no canto superior esquerdo do gol aberto, antes da defesa chegar.
3o. gol: five-hole. Entro sozinho pela esquerda, contra 2 defensores. Puxo para o meio, e mando um wrist shot no meio das pernas do goleiro. Com toda a modestia, um gol de placa que eu nao imaginava conseguir nunca.
4o. gol: reboud. O right-wing do meu time entra pela direita, vai ate' o gol e manda uma bala. A defesa cai em cima dele, enquanto eu entro sozinho pelo meio, pegando o puck livre para colocar no canto superior esquerdo do goleiro, no meio do crowd.
5o. gol: empty net. Uma jogada meio confusa: pego o puck na zona defensiva, dois adversarios vem me bloquear, e, ao mandar pra frente, ele bate no stick de alguem. Milagrosamente, ainda tem forcas para entrar no gol vazio, bem devagar. Fim de jogo, 4 x 2 pra nos.
Parece ate' que foi combinado com o lancamento do filme "Signs". Do JB de hoje:
RIO BRANCO - Equipe da British Broadcast Corporation (BBC-TV) chega esta semana ao Acre para registrar a descoberta de geoglifos. São estruturas geométricas desenhadas no solo, sem uma data ainda definida, encontradas por fazendeiros durante a derrubada de milhares de hectares de floresta para semear pastagens nos vales dos rios Acre, Purus e Abunã, ao longo dos últimos 30 anos. A exemplo das linhas de Nazca, no Peru, elas são únicas no planeta e já chamam a atenção de cientistas do mundo inteiro. Equipes da BBC vão montar um documentário sobre o achado e cientistas já formalizaram proposta para tombar estes desenhos gigantescos como patrimônio da humanidade. Há duas semanas, os geoglifos foram visitados por cientistas da Finlândia. A polêmica é gerada pelas mais de 50 figuras cuidadosamente desenhadas graças à movimentação de milhares de metros cúbicos de terra ao longo de uma extensa região coberta pela floresta. São círculos que medem até 200 metros de diâmetro, com até 215 metros de lado. Há também círculos contidos dentro de quadrados ou quadrados dentro de círculos e ainda algumas figuras em forma de ''U''. O maior de todos os quadrados, com 230 metros de lado, contém um semicírculo dentro de dois ângulos opostos. Fazendeiros e peões, desde a derrubada da mata, notaram a existência desses desenhos - até porque, diante da falta de estradas trafegáveis no Acre, a maioria das fazendas possui ou aluga aviões para suas necessidades. Assim, quando sobrevoam os pastos, vêem as formas geométricas. Eles acreditavam ser trincheiras cavadas por soldados seringueiros, liderados pelo gaúcho José Plácido de Castro durante a Revolução Acreana (06/08/1902 a 24/01/1903) para expulsar as forças bolivianas da região. Essa explicação era geralmente aceita até ser contestada pelo paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre (Ufac). Em 1999 ele conseguiu chegar bem perto dos desenhos e ficou com uma certeza: ''Não se tratam de trincheiras, mas de construções gigantescas''. Como paleontólogo, Alceu Ranzi é o descobridor dos purussaurus, jacarés gigantescos com até 17 metros de comprimento, que viviam no Acre há mais de dez mil anos. Mas a arqueologia não é o seu forte: ''Eu entendo pouco ou nada sobre os círculos. Minha preocupação está em saber se eles foram construídos antes ou depois de a floresta ter surgido. Acredito que são mais antigos que ela. Mas não temos a menor idéia de quem, como e com que finalidade esses desenhos foram construídos. De concreto, no entanto, é o fato de que estas obras são únicas. Me parecem tão ou mais importantes que Machu Picchu, as linhas de Nazca e outros tantos mistérios espalhados pelo planeta''.
School is in
Uma moda que esta' pegando cada vez mais na Inglaterra (leia-se, em Londres) e' o School Disco. Ja' apareceram varios artigos nas revistas "trendy" de la', o que quer dizer que o negocio ja' esta' rolando ha' um bom tempo. Trata-se de, basicamente, festas em boates regadas a muita musica dos anos 80, e um unico requisito: pra entrar tem que estar vestido de uniforme escolar. No Reino Unido, isso significa gravata pra todo mundo e saias curtas para as mulheres. Inclusive, tem lojas que ja' estao se especializando em vender uniformes para os adeptos do School Disco.Ou seja, e' como se eu fosse vestido com a camisa amarelada e a calca curta verde oliva do Colegio Santo Agostinho. Suspeito de que seja mais uma manifestacao da onda revival que afeta tanto a geracao que cresceu durante os 80. Cada vez mais obcecados por tudo que seja daquela epoca e que, principalmente, nos leve de volta aqueles distantes anos de colegio. Sem querer embromar com muita filosofia, eu acho que outro forte motivo do School Disco seja a quantidade absurda de mulheres que pinta nessas festas (mais de 60% segundo a revista Q). Todas de saia curta, camisas apertadas, bolsinha, meias ate' os joelhos e rabos de cavalo (algo que combinaria bem com o jeito patricinha de ser de algumas cariocas). A moda esta' comecando a se espalhar pela Europa, ou seja que, daqui a algums anos, estara' rolando numa boate perto de voce. O dificil vai ser eu tirar a poeira pra vestir aquele maldito uniforme mais uma vez.
Ate' que enfim, um filme bom de Hollywood pra este verao americano. "Signs" acaba de ser lancado e conta com Mel Gibson no papel principal. Eu assisti no sabado e achei muito bom, principalmente depois da decepcao de "Road to Perdition". Uma especie de "Contatos Imediatos" do mal, contado a partir do microcosmo de uma cidadezinha rural na Pennsylvania, seguindo o que eu acho ser o mais importante conceito para este tipo de filme: o mais assustador e' o que voce nao ve. Algo que esta cada vez mais raro no cinema de hoje, com o excesso de efeitos computadorizados e de visceras sanguinolentas espalhadas pela tela. Existem momentos mela-cueca demais em algumas partes, mas nada que descambe para o maniqueismo barato do ultimo filme de Sam Mendes. Talvez o unico erro grosseiro do filme seja justamente durante a transmissao de um video amador onde se vem "coisas" muito estranhas. Segundo o canal de noticias americano, o video e' rodado em Passo Fundo, Brasil (!). Nele se vem varias criancas numa festa de aniversario gritando assustadas, e uma delas, sem mais nem menos, comeca a falar em ingles (da' pra ouvir nitidamente alguem falando, com sotaque, "it's behind"). Sera' que num momento de cagaco extremo o moleque decidiu praticar o ingles que aprendeu no cursinho? Acho dificil, mas enfim, e' so' um detalhe. Pelo menos eles nao botaram ninguem falando em espanhol e dizendo que era Buenos Aires, a capital do Brasil. Resumindo, o filme e' muito bem feito e mistura partes engracadas, dramaticas e sinistras. Todos os atores, inclusive os mirims, mandam muito bem. Assim como o "The Others", o que mais assusta no filme e' o que a nossa imaginacao cria, respondendo ao que se ve (ou nao se ve) na tela. Vale a pena. Ai' vai uma boa critica do Roger Ebert (que deu 4 estrelas de 5 pro filme). Outro detalhe: muitos criticos nao gostaram de "Signs", no que eu vejo o tipico preconceito da plateia americana. A maioria QUER mesmo ver filmes cheios de efeitos especiais e explosoes, onde tudo e' explicado ate' os ultimos detalhes no fim. Muitos reclamam do final, mas, como disse outro critico, "Signs" esta' mais para um episodio classico de "Alem da imaginacao" (com finais em aberto) do que para "Independence Day". As pausas e os silencios do filme sao dificeis de aguentar para que nao consegue ficar mais de 30 segundos no cinema sem ver tripas expostas ou gente voando pelos ares.
M. Night Shyamalan's "Signs" is the work of a born filmmaker, able to summon apprehension out of thin air. When it is over, we think not how little has been decided, but how much has been experienced. Here is a movie in which the plot is the rhythm section, not the melody. A movie that stays free of labored explanations and a forced climax, and is about fear in the wind, in the trees, in a dog's bark, in a little girl's reluctance to drink the water. In signs. The posters show crop circles, those huge geometric shapes in fields of corn and wheat, which were seen all over the world in the 1970s. Their origin was explained in 1991 when several hoaxers came forward and demonstrated how they made them; it was not difficult, they said. Like many supernatural events, however, crop circles live on after their unmasking, and most people today have forgotten, or never knew, that they were explained. "Signs" uses them to evoke the possibility that ... well, the possibility of anything. The genius of the film, you see, is that it isn't really about crop circles, or the possibility that aliens created them as navigational aids. I will not even say whether aliens appear in the movie, because whether they do or not is beside the point. The purpose of the film is to evoke pure emotion through the use of skilled acting and direction, and particularly through the soundtrack. It is not just what we hear that is frightening. It is the way Shyamalan has us listening intensely when there is nothing to be heard. I cannot think of a movie where silence is scarier, and inaction is more disturbing.
Mel Gibson stars as Father Graham Hess, who lives on a farm in Bucks County, Pa. We discover he is a priest only belatedly, when someone calls him "Father." "It's not 'Father' anymore," he says. Since he has two children, it takes us a beat to compute that he must be Episcopalian. Not that it matters, because he has lost his faith. The reason for that is revealed midway in the film, a personal tragedy I will not reveal. Hess lives on the farm with his brother Merrill (Joaquin Phoenix) and his children Morgan and Bo (Rory Culkin and Abigail Breslin). There is an old-fashioned farmhouse and barn, and wide cornfields, and from the very first shot there seems to be something ... out there, or up there, or in there. Hess lives with anxiety gnawing at him. The wind sounds strange. Dogs bark at nothing. There is something wrong. The crop circles do not explain the feelings so much as add to them. He catches a glimpse of something in a corn field. Something wrong. The movie uses TV news broadcasts to report on events around the world, but they're not the handy CNN capsules that supply just what the plot requires. The voices of the anchors reveal confusion and fear. A video taken at a birthday party shows a glimpse of the most alarming thing. "The history of the world's future is on TV right now," Morgan says. In a time when Hollywood mistakes volume for action, Shyamalan makes quiet films. In a time when incessant action is a style, he persuades us to play close attention to the smallest nuances. In "The Sixth Sense" (1999) he made a ghost story that until the very end seemed only to be a personal drama--although there was something there, some buried hint, that made us feel all was not as it seemed. In "Unbreakable" (2000) he created a psychological duel between two men, and it was convincing even though we later discovered its surprising underlying nature, and all was redefined.
In "Signs," he does what Hitchcock said he liked to do, and plays the audience like a piano. There is as little plot as possible, and as much time and depth for the characters as he can create, all surrounded by ominous dread. The possibility of aliens is the catalyst for fear, but this family needs none, because it has already suffered a great blow. Instead of flashy special effects, Shyamalan creates his world out of everyday objects. A baby monitor that picks up inexplicable sounds. Bo's habit of leaving unfinished glasses of water everywhere. Morgan's bright idea that caps made out of aluminum foil will protect their brains from alien waves. Hess' use of a shiny kitchen knife, not as a weapon, but as a mirror. The worst attack in the film is Morgan's asthma attack, and his father tries to talk him through it, in a scene that sets the entire movie aside and is only about itself. At the end of the film, I had to smile, recognizing how Shyamalan has essentially ditched a payoff. He knows, as we all sense, that payoffs have grown boring. The mechanical resolution of a movie's problems is something we sit through at the end, but it's the setup and the buildup that keep our attention. "Signs" is all buildup. It's still building when it's over.
BELO HORIZONTE - Diante da proliferação de imagens de santas que estão aparecendo no país, agora chegou a vez de surgir imagens do médium Chico Xavier. Mais de 3 mil pessoas já foram ver a suposta aparição em uma janela do segundo andar do prédio do Instituto Musical Uberabense, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A imagem foi descoberta nesta quinta-feira por funcionários do órgão, mas só pode ser vista do lado de fora do prédio. Por dentro, o vidro é opaco e poroso, o que impede a visibilidade da imagem do médium. Chico Xavier morreu no dia 30 de junho, aos 92 anos, em sua casa, no bairro Parque das Américas, em Uberaba.
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Um dos conceitos culturais mais necessarios neste mundo globalizado de hoje em dia e' o insulto. Imagine que voce esta' preso no transito londrino e rola aquele bate-boca com o taxista da frente. Ou num restaurante chique em Roma e a sua pizza vem fria. Ou, em Pamplona, na Espanha, quando de repente voce tem um encontro imediato do terceiro grau com um daqueles touros que correm pelas ruas da cidade. O que dizer ao taxista/garcom/touro? No fim das contas, xingar em outros idiomas e' tao essencial quanto saber dizer ola. Alguns dos meus insultos preferidos:
"ROAD TO Perdition" runs out of asphalt before its destination. Things just don't go far enough. It's not enough for Tom Hanks, playing a Depression-era hit man for an Irish mobster (Paul Newman), to look fat, haunted and depressed. (I often look that way on the Metro. But do I get representation? Try harder, Tom.) What's under that somber expression? Why is he a hit man? What does he like to do when he's not shooting people, or attending wakes for the victims of his boss John Rooney? Not to give too much away, Michael Sullivan, married with two boys, comes home to tragedy. This is Rooney's work, he learns. And he's not safe. With his surviving son, Michael Jr. (Tyler Hoechlin), he takes to the road, destination Perdition, where Sullivan's sister lives. Michael Jr., who already made the mistake of observing Dad at work one day, is about to experience the six toughest weeks of his life. Their road trip, a metaphorical one to Hell, includes meeting with Chicago mobster Frank Nitti (Stanley Tucci), a lieutenant of Al Capone. It also means keeping a step ahead of Maguire (Jude Law), a press photographer whose sideline is killing. Maguire (who suggests Laurence Olivier's famous character Archie Rice) loves to shoot his victims twice – first with a gun, then with a camera. Director Sam Mendes, who did "American Beauty," evokes a sort of superficial gravitas from Newman and Hanks. Oh boy do they look the part, dark, grim Irishmen who never mention their line of business, except in circumspect ways. And yet they lack that three-dimensionality you expect from such other gangster films as "The Godfather." Although screenwriter David Self puts flesh and bone on this adaption of Max Allan Collins and Richard Piers Rayner's graphic novel, he doesn't put much soul under the surface. There's only one thing on Sullivan's mind: revenge. Sure, he hopes his son's innocence will be preserved, but that's just moral gravy. In action movies, starring the non-acting likes of Jean-Claude Van Damme, this external mission (revenge rather than self-redemption) would be enough. Hanks's presence makes us need more. But the movie seems too ironically detached for any kind of depth. When Michael Jr. asks Rooney's son Connor (Daniel Craig) why he's always smiling, his reply is: "Because it's all so [bleeping] hysterical." Is it? And why? Leaving aside whether or not anyone would speak that way in 1931, the comment hangs there, unproven. And despite the surface attractions – Conrad L. Hall's cinematography will likely be nominated for an Oscar next year – there's something impressive and yet lacking about everything. The street scenes are obviously soundstages. The night scenes are too well lit. The period costumes look like period costumes. The big silences between men – even those seem manufactured for studio picture effect. This movie is all pretend, but not necessarily in the good sense. And perhaps instead of heading to Perdition, the Sullivans might have followed road signs to Reality.
A primeira coisa que eu vou fazer quando chegar no Rio, dia 10: botar o dial na nova velha Fluminense FM. Do JB de hoje:
Com uma versão do U2 para Paint it black, dos Rolling Stones, a rádio Fluminense, marco roqueiro dos anos 80, volta ao ar em FM hoje, às dez da manhã, na sua velha freqüência 94.9, abandonada há exatos oito anos, para a entrada da Jovem Pan e, desde 2000, a Jovem Rio. ''Essa gravação do U2 une duas gerações do rock'', explica Zé Roberto Mahr, coordenador artístico da rádio desde julho do ano passado, quando ela voltou ao ar na 540 AM. ''Esperávamos que o processo de digitalização da AM fosse mais rápido'', diz o diretor da rádio, Alexandre Torres. ''Mas a pressão de ouvintes, gravadoras e anunciantes era grande, e nos fez optar pela retomada da freqüência FM.'' Na segunda-feira, estréiam os programas da rádio - alguns antigos, como o Rush (soft-rock para o horário pesado do trânsito, das 18h às 19h) e o Madrugada maldita (com rock clássico), além de novos, como o Pista dupla, com novas versões de standards do rock. A programação em si trará músicas consagradas (mas nada óbvias) dos grandes nomes do rock internacional e nacional dos anos 60 até hoje e, destaques da nova cena. Ou seja: do lado do U2 ou Jimi Hendrix, pode pintar um The Hives ou um Cosmic Rough Riders. Da mesma forma, ao lado de Paramalas do Sucesso e Legião Urbana (bandas reveladas na primeira fase da Fluminense FM), aparecem músicas de grupos nacionais novos como Leela e Jimi James e Bela Godiva. Com um novo time de locutoras capitaneado pela veterana Lia Easter, a Flu FM faz a sua grande festa da volta hoje mesmo, com a presença no estúdio de convidados como Dado Villa-Lobos (Legião Urbana) e Falcão (O Rappa).
Musicas do dia
De Dot Allison: 'hex", "wishing stone", "performance", "we're only science" e a melhor de todas "strung out". Trance-pop da cantora escocesa, ex-One Dove. Alias, do One Dove, pode-se recomendar "Ambient", apesar de que a maioria das musicas deste grupo se parecem um pouco demais com as tipicas trilhas sonoras "muderninhas" de comerciais de automoveis que estao circulando a rodo na tv americana.
Musicas do periodo (pos-Vienna)
Do novo cd "Romantica". Outra dessas bandas que esta me seguindo faz tempo. Assim como Beth Orton do post anterior, o album "Penthouse" e' outro marco do periodo londrino de 1997, com seus hinos pop "Sideshow By The Seashore", "Chinatown", "23 Minutes In Brussels" e a minha favorita "Hedge Hog". Logo se seguiram os cd's "Bewitched" (com "Tiger Lily", "Going Home" e "Friendly Advice") e um EP com uma excepcional versao de "Season Of The Witch" do Donovan, que apareceu na trilha sonora do filme "I shot Andy Warhol". A banda nao me impressionou muito com o cd "Pup Tent" e seu sucessor, o ao vivo "Live". Mas este novo disco tem um pouco de renascenca do velho Luna. Principalmente no pop "1995" com seu beat acelerado e excelente vocal de Dean Wareham.
Bio: "In the wake of the rather acrimonious breakup of his previous band, Galaxie 500, singer/guitarist Dean Wareham issued a 1991 solo EP, Anaesthesia, and appeared on the brilliant Mercury Rev single "Car Wash Hair" before announcing the formation of a new band, dubbed Luna, in 1992. Originally named Luna 2, the trio was a kind of alternative-pop supergroup which also included former Chills bassist Justin Harewood and ex-Feelies drummer Stanley Demeski; after signing with Elektra, they debuted with the LP Lunapark, which earned comparison to Wareham's Galaxie 500 output for his continued reliance on laconic, Lou Reed/Tom Verlaine-inspired vocals and minimalist songcraft. In truth, however, Luna employed more uptempo rhythms and sharper melodies than its predecessor, a point further driven home by the 1994 masterpiece Bewitched; featuring new second guitarist Sean Eden, the LP also included a guest appearance from the Velvet Underground's legendary Sterling Morrison, who added his distinctive guitar presence to tracks like "Friendly Advice" and "Great Jones Street." Another guest, Stereolab's Laetitia Sadier, turned up to duet with Wareham on a cover of the Serge Gainsbourg/Brigitte Bardot classic "Bonnie and Clyde" for the follow-up, 1995's Penthouse; minus Demeski, Luna resurfaced in 1997 with Pup Tent. Just prior to releasing their fifth full-length, The Days of Our Nights, Elektra dropped the band; eventually landing at the Jericho label, Luna finally issued the album in the U.S. in the fall of 1999. The new millennium saw many changes for the band again. Founding bassist Justin Harwood left the band, moving back to his native New Zealand to spend time raising his baby girl. Ben Lee/Ultrababyfat bassist Brita Phillips replaced Harwood after touring with Luna during a spring 2000 tour. Their first concert album, Luna Live!, recorded at the 9:30 Club in Washington, D.C. in December 1999 and the Knitting Factory in New York in July 2000, was issued in early 2001. Luna wrapped up recording their sixth studio album in late 2001 and prepared it for a spring 2002 release on Jetset Records. Entitled Romantica, it was mixed by Dave Fridmann (Mogwai, Mercury Rev, The Flaming Lips) and produced by Gene Holder."
Na onda revival, esta banda inglesa incorpora o estilo de Captain Beefheart, Love e outros grupos sessentistas para fazer um cd interessante, mas nem por isso muito inovativo. Tanto que esta e' a unica musica incluida. Mas vale a pena escutar, e o site da banda e' legal.
Ver post anterior. Banda japonesa, destilando influencias feministas desde Joan Jett ate' Breeders, passando por Hole (nao e' a toa que Ms. Kobain e' fa de carteirinha). As melhores: "baby run", "count 0, number 1" e "everyone's fave".
Mais uma incarnacao da cantora Hope Sandoval, desta vez com sua propria banda, o Warm Intentions. Depois do projeto Mazzy Star e do grupo seminal Opal, e' dificil de superar a genialidade de cancoes anteriores. Estas duas se distinguem um pouco, principalmente "Clear Day" com sua melancolica tristeza e arranjos surreais, que remete ao passado imediato da cantora.
Bio: "After the breakup of Mazzy Star, vocalist Hope Sandoval joined with Colm O'Ciosoig (formerly of My Bloody Valentine) to form Hope Sandoval & the Warm Inventions. The project retained the laid-back, slowcore sound of Mazzy Star, and much like Mazzy Star, featured Sandoval's sensuous, hypnotic voice. However, it replaced the psychedelic leanings that Mazzy Star was known for with spare, subtle arrangements that reinforced Sandoval's gentle vocal style. In 2000, Sandoval issued her first EP with the Warm Inventions, At the Doorway Again, and followed it up with her debut full-length, Bavarian Fruit Bread, a year later."
CD do dia
Beth Orton "Daybreaker", o terceiro da cantautora inglesa. A primeira vez que escutei algo de BO foi na Virgin Megastore localizada na esquina entre Oxford Street e Tottenham Court Road. Estava dando um role quando, de repente, decidi escutar o cd com a capinha legal intitulado "Trailer Park" numa das estacoes de amostra. O primeiro minuto da primeira musica ("She cries your name") foi o suficiente para que decidisse comprar o cd imediatamente: um classico, com o vocal tipico de BO, e frases de violino superimpostas. O resto das musicas inclui as otimas "Touch me with your love", "I wish i never saw the sunshine" e "Galaxy of Emptiness" com seu estilo novo de folk: uma mistura de efeitos ambientais melancolicos e batidas de trip hop. As melodias mais pop do disco eram menos inovativas, mas interessantes mesmo assim. Esse cd, por sinal, virou um marco daquele periodo de final de epoca em Londres, quando estava para me graduar na UCL e morava na Schafer House, perto da estacao de metro Warren Street. Talvez ate' por ter um pouco da cara da cidade, algo de moderno (estilo "ultra cool") misturado a tradicional fleuma inglesa. Ate' hoje tenho um poster gigante da capa, que tirei da revista Select. Mais tarde, percebi que ja' tinha escutado sua voz nas pontas que ela fez em musicas do Chemical Brothers (as excepcionais "Alive Alone" do primeiro e "Where Do I Begin" do segundo cd do CB). Logo ao me mudar para a Virginia, nos states, saiu o EP Best Bit com as excelentes "Dolphins" e "Skimming Stones", feitas em colaboracao com Terry Callier Barnes. Este foi seguido pelo cd "Central Reservation", que eu achei um tanto decepcionante, tendo em vista o alto nivel de "Trailer Park". O experimentalismo tinha sido deixado de lado para baladas mais pop como "Stolen Car" e "Could'n't Cause Me Harm". Em retrospecto, CR e' um bom cd, mas bem mais rasteiro do que o album de estreia. Finalmente, no verao de 2000, fui assistir Beth Orton ao vivo, abrindo para Beck. Um show meio timido e curto, o que era esperado ja' que o folk de BO nao e' o mais indicado para palcos grandes e uma plateia sedenta pelo barulho de Beck. Mas valeu principalmente pela versao da musica "No expectations" dos Rolling Stones.O novo cd nao volta as inovacoes do primeiro, mas tem arranjos menos burocraticos do que o segundo. As mais interessantes cancoes sao "Ted's Waltz" (com instrumental em tom tragico), "God's Song" (uma otima e honesta balada acustica), "Paris Train" e "Think about tomorrow" (duas com um arranjo mais orquestral). No balanco final, nao tao bom como o primeiro (que, ate' por razoes sentimentais, esta destinado a ser sempre o favorito), mas melhor que o segundo.
SUHL, ALEMANHA - Ele vai entrar para a História como o criador do fuzil automático mais famoso do mundo, o AK- 47. A arma é conhecida por sua durabilidade, peso leve e alto poder de fogo. Mas agora, Mikhail Kalashnikov, hoje com 82 anos, disse que, se pudesse, gostaria de voltar no tempo para criar um objeto sem poder destrutivo, como um cortador de grama, por exemplo. ''Tenho orgulho de minha invenção, mas lamento que esteja sendo usada por terroristas'', disse. O ex-oficial do Exército Vermelho deu as declarações durante exibições com o AK-47 em um museu de armas, em Suhl, no Oeste da Alemanha. O comentário, publicado em um tablóide alemão, relembra reflexões de Albert Einstein sobre seu papel na construção da bomba atômica. ''Se eu soubesse que ia dar no que deu, teria sido um relojoeiro'', disse Einstein certa vez. O russo enfatizou que não ganhou um tostão sequer com a venda dos 100 milhões de fuzis desde 1947, quando a produção foi iniciada. ''O Estado embolsou tudo'', lamentou. Contou que, indiretamente, os alemães contribuíram para a invenção do AK-47. Kalashnikov lembra que, em 1941, um amigo perguntou por que os soldados tinham apenas um fuzil para três homens, enquanto os alemães portavam fuzis automáticos. ''Então decidi criar um automático'', explicou."
Da serie "Enquanto isso, no Brasil". Sempre se fala mal de tudo o que se faz no Brasil, muitas vezes injustamente. Por isso, ai' vai uma noticia do JB para equilibrar um pouco:
RECIFE - O Brasil é líder mundial no combate ao trabalho infantil e referência para países da América Latina, Ásia e África. A notícia foi dada pelo coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Infantil Doméstico da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fernando Mendes, hoje, no Recife. Em dez anos, o país conseguiu uma redução de 23% no trabalho infantil, com mais ênfase no período de 1992 a 1995. De lá para cá os números estão crescendo mais lentamente. Segundo Mendes a OIT está dando prioridade ao combate ao tráfico de drogas, à exploração sexual e ao trabalho infantil doméstico. A pesquisa foi feita entre novembro de 2001 e janeiro de 2002 com 1.029 crianças e adolescentes, em cidades como Belém, Recife e Belo Horizonte, mostra que dos 502.839 mil brasileiros de cinco a dezoito anos que trabalham em serviços domésticos no Brasil, 33% ou 166.703 mil estão no Nordeste. A região reduziu em quase a metade o número de menores em dez anos, que caiu de 273.544 mil para 166.703, em 1999. ''Mas a situação não é agradável. No Sudeste, o êxito foi de 55%. Uma das possibilidades é que o maior número de ONGs atuando na região,'' diz o coordenador, lamentando que só Roraima tenha apresentado aumento e num índice considerado altíssimo: 47%. Os estados onde o combate foi mais eficaz, segundo a pesquisa, foram São Paulo (62%), Minas Gerais (46%) e Bahia (26%). O estudo revela ainda que 96% das crianças e adolescentes sabem ler e escrever e 74% estão estudando. Mas elas têm uma média de atraso escolar de três anos."
TIMON, MARANHÃO - A decisão da Justiça da cidade maranhense de Timon, na região metropolitana de Teresina (PI) em mandar prender o cachorro vira-lata conhecido por ''Bingo'', encarcerado há um ano e meio, mobilizou dezenas de moradores de cidades da região metropolitana da capital piauiense a protestarem contra o ato de prisão do animal. Os moradores não entendem porque o bicho, mesmo tendo advogado, continua encarcerado. ''Bingo'' está recolhido no Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) no bairro Parque Piauí, em Timon, terceira maior cidade do Maranhão. O cão foi preso em janeiro de 2001 por ordem do juiz Gilberto de Moura Lima, da 3ª Vara da cidade. Em seu despacho, ele alega que o cachorro devia ser recolhido ao CCZ daquela cidade por ter mordido alguém. O cão, após a ordem do juiz, foi levado por um oficial de Justiça, sem chances de defesa, para o CCZ da cidade, onde continua preso em uma jaula. Assim como qualquer detento humano o cachorro tem direito a banho de sol e visitas dos seus proprietários. Funcionários do local dizem que o cão goza de boa saúde e que só ficou deprimido com a prisão nas suas primeiras semanas de encarceramento.
Quando acaba o semestre nas universidades americanas, geralmente os professores sao obrigados a distribuir questionarios de evaluacao, onde cada aluno pode dar sua opiniao sobre o melhor e o pior sobre a classe que acabou de completar. Um tempo atras recebi um e-mail com uma lista dos comentarios mais engracados de alunos do MIT:
Musica do dia
Um mix das series "Noticia Bizarra" + "Mundo Cao". Segundo o JB de hoje:
RIBEIRÃO PRETO (SP) - A partir de 50 horas de gravações de conversas telefônicas de presos da Cadeia Pública de Vila Branca, em Ribeirão Preto (314km de São Paulo), a Polícia Civil descobriu que os detentos solicitavam e recebiam drogas e pizzas na unidade, que tem capacidade para 198 pessoas. Atualmente, 250 presos lotam as celas. A cadeia é a mesma onde foram encontrados, no início do ano, dois barris de chope dentro das celas. O chope foi consumido pelos detentos em um churrasco. O caso está sendo apurado pela Corregedoria da Polícia Civil da região, que pode pedir a abertura de uma sindicância e de um inquérito.
Midia Inglesa
Na recente viagem a Vienna, fiz escala em Londres na ida e na volta. Infelizmente nao pude ir ate' a cidade reviver meus melhores e piores momentos quando morei na capital inglesa entre 94 e 97, ja' que o aviao chegou atrasado na ida e na volta nao havia suficiente tempo. Mas pelo menos matei as saudades de Heathrow, um dos melhores aeroportos em termos de lojas e outras besteiras para passar o tempo. Aproveitei e comprei uma selecao variada de revistas para ler no aviao. Entre elas, as musicais Q e Mojo, que valem muito a pena tanto pelos artigos como, principalmente, pelos reviews dos novos lancamentos (outra nesse ramo que nao comprei mas tambem pode ser uma boa alternativa e' a Select). Nas ultimas edicoes li sobre varias bandas interessantes como as suecas Soundtrack of Our Lives, (International) Noise Conspiracy, inglesa The Coral e a australiana The Vines, alem de ver os reviews do ultimos cd's do Flaming Lips, Sonic Youth e Beth Orton. Em geral, estas revistas tem criticas mais equilibradas e coerentes do que o jornal NME, que tende a ser excessivamente sarcastico e menos acessivel no seu estilo. Como se ve, musica e' coisa seria na UK. Em termos de jornais de noticias, eu gosto bastante do Daily Telegraph e do The Guardian, sem contar com sua majestade, o The Sun. Como o voo era largo e ainda sobravam alguns pounds (ou 'quids', na giria inglesa), comprei a muderninha Arena (nao encontrei o website), mais porque tinha uma materia com a Kirsten Dunst do que pela qualidade da revista. Finalmente, tem tambem a Viz, uma especie de MAD inglesa, com piadas de muito mal gosto, historias sem graca e quadrinhos de ma' qualidade. Recomendavel a ingleses somente.
JOHANNESBURGO, 23 jul (AFP) - Uma inscrição feita na neve com ketchup permitiu esta segunda-feira que um grupo de 31 excursionistas presos nas montanhas de Drakensberg (leste) fosse resgatado, informa esta terça-feira a imprensa sul-africana. "A letra H (de HELP, socorro) escrita com molho ketchp foi uma excelente idéia", comentou o piloto do helicóptero encarregado da operação de resgate. O guia de montanhas Alan Champkins e um amigo, Tod Collins, desafiaram ventos de 55 km/h e temperaturas de 30 graus abaixo de zero para chegar, com a neve até a cintura, a um cume onde escreveram, com o molho, a letra H para chamar a atenção do piloto. Assim, trinta e uma pessoas que estavam bloqueadas pela neve desde quinta-feira passada no abrigo da montanha mais alta do país puderam ser socorridas por um helicóptero da força áerea sul-africana, segundo o jornal The Star. Há vários dias a África do Sul sofre com um dos invernos mais rigorosos de sua história, que já provocou a morte de 22 pessoas, principalmente na província do Cabo Oriental.
Musicas do periodo (pre-Vienna):
As primeiras 4 sao as musicas que mais gostei do disco novo do FL e a ultima e' uma antiga que escutei por acaso e tambem gostei bastante. A primeira vez que ouvi FL foi nos idos de 1992/93, quando escutei o cd "Oh My Gawd The Flaming Lips" na Virgin Megastore de Milao. Fiquei fascinado com a musica "Prescription: Love" mas nao comprei. Apesar da genialidade de varias composicoes, o FL sempre se caracterizou por afundar as cancoes em reverb e fuzz, tornando-as quase inaudiveis e inescutaveis em varias ocasioes. O reconhecimento da midia comecou a acontecer com "Hit to Death in The Future Head", que comprei em 1993 pouco antes de ir para a Inglaterra. Este continha a genial "Hold your Head", a minha favorita do FL. As esquicitices continuaram nos proximos discos, que nao cheguei a acompanhar direito. Finalmente veio a explosao de popularidade com "The Soft Bulletin" em 99. A essa altura, o FL tinha passado a produzir melodias mais pop e acessiveis com menos efeitos bizarros e mais arranjos orquestrais. Eu, francamente, nao achei tao bom assim, mas com o recem-lancado "Yoshimi Battles The Pink Robots" tenho que reconhecer que eles aperfeicoaram a formula, principalmente no que diz respeito a cancoes como "Funeral in my Head" e "It's summertime", lembrando ate' um pouco o Pink Floyd dos bons e velhos tempos. A mistura de beats eletronicos com o vocal etereo de Wayne Coyne em "Are you a hypnotist?" e' genial. Muito mudou nestes ultimos 10 anos com o Flaming Lips.
Uma historia bizarra, que minha namorada me contou:
Na universidade dela, tem um professor que anda sempre com a mao direita enfaixada. Ja' que as faixas nao eram nunca retiradas (ou seja, nao e' por causa de algum machucado) comecaram a surgir varias especulacoes da verdadeira razao da estranha aparencia de sua mao. A mais genial e' a seguinte: nos anos 60, para escapar de ser enviado ao Vietna para servir na guerra, o fulano tatuou a frase 'fuck you' na mao, de forma que, cada vez que tivesse que prestar continencia, insultasse seus superiores. Como isso representa um ato crasso de ofensa as autoridades, ele passou um tempo na prisao e depois foi solto, livrando-se de ir ao Vietna. Com medo de ficar com cicatrizes, decidiu evitar uma cirurgia para a remocao do tatoo, e passou a andar com a mao enfaixada. Mais genial impossivel.
Svenska
Se no Japao o 'neu' rock nao der certo, ainda tem outro fronte: Suecia. Depois do The Hives, mais duas boas bandas de la estao acontecendo, o Soundtrack of Our Lives e (International) Noise Conspiracy. Seguindo a linha do The Hives, o (I)NC toca um garage-punk misturando estilos dos anos 60 e 70 com letras politizadas. Os 'highlights" da banda sao "The reproduction of death", "I wanna know about you", "Intermission" e "Abolish Work". O excelente SOOL vai por um caminho totalmente diferente, com musicas muito bem arranjadas, variando entre ritmos pop e guitarras roqueiras. Tem sempre uma pitada de anos 60, mas com uma base moderna e interessante. Recomenda-se "21st century rip-off", a belissima (a melhor que eu escutei ate' agora) "The Flood", "Into the next sun", "dow jones syndrome" e "Independent luxury".
PS1: Biografia do SOOL = Ebbot Lundberg (vocals) and Bjorn Olsson (guitar) were founders of the wildly exciting Swedish band Union Carbide Productions, which recorded several albums that mixed Captain Beefheart and punk (think Stooges) to wonderful effect in the late '80s. Eventually Ian Person joined Union Carbide Productions on guitar. By this point, however, Lundberg was becoming influenced by Love and other late-'60s psych-pop bands and was steering the band in this direction, causing friction within the band. After several albums in this new direction, Union Carbide Productions imploded, and band members went in their own directions. Lundberg, Olsson, and Person reunited in 1995 and started the band Soundtrack of Our Lives, which mines the '60s psych vein in unique, unpredictable, and interesting ways. Never sounding like a retro act, Soundtrack of Our Lives is a thoroughly modern band that is actually extending '60s themes and ideas in ways that acts from that time never imagined. The Homo Habilis Blues EP was released in 1996, followed by the full-length Welcome to the Infant Freebase in 1997, after which Olsson left the touring aspect of the band to the other members, remaining as a part of the band in the studio while maintaining his own solo career. Work on a second album commenced in 1998, and Sire signed the band with plans to release their music domestically for the first time.
PS2: Biografia do (I)NC = Having roots in five different bands, the (International) Noise Conspiracy came to exist in the latter portion of 1998 in their hometown of Umeå, Sweden. The group's five members set out to use its music as an attack against capitalist culture at large by taking the universal idea of popular culture and molding the basis of its phenomenon into statements of resistance. As far as the music goes, it's a hybrid of garage rock and soul of the 1960s mixed with the punk of the late 1970s. Since their formation, the quintet has released a handful of 7" records and two full-length albums, which include 1999's The First Conspiracy and 2000's Survival Sickness.