Massagem
Este é um desses vídeos que recebo frequentemente em e-mails de amigos. É meio besta, mas me fez rir. Não tanto pelo massagista, mas pelo goleiro que aparece no finzinho, batendo palmas e sacaneando o desastrado.
Massagem
Vitrola lotada
Lilys - Meditations on speed
O Lilys, de Philadelphia, é uma dessas bandas que, musicalmente, atiram pra todo lado. E, apesar dos muitos erros, quando acertam é em cheio. Puxando sempre aos anos 60, o grupo cria quase todas as suas músicas com uma embalagem pop açucarada e uma boa dose de guitarra, sem deixar de adicionar um pouco de tempero shoegazer aqui e ali. Minha primeira exposição à banda foi numa propaganda de jeans da Levi's, muito veículada na Europa, em que tocava "Nanny in Manhattan" (uma perfeita mistura de guitarras e musiquinha pop sessentista). Comprei o cd "Better can't make your life better" e fui conhecendo as outras pérolas do acervo Lilys. Após alguns singles e contribuições com o Apples in Stereo (outra excelente banda retrô), chega o novo "Precollection". Um pouco menos revisionista, algumas músicas até fogem do estereótipo do grupo. Mas a melhores continuam na mesma veia: "meditations on speed" lembra uma música do Modern Lovers com um tecladinho à-la-The-Doors. Muito boa. Outra que merece: "Squares".
Bio = "The geographically and stylistically nomadic indie rock band Lilys was the vehicle of singer/songwriter Kurt Heasley, the group's founder and sole constant member. A Philadephia native, Heasley and the Lilys bowed with the 1991 single "February 14," a nod to My Bloody Valentine; while based in Washington, D.C., they recorded their 1992 debut LP In the Presence of Nothing, an even greater testament to their shoegazing fetish. A two-year silence followed as Heasley roamed the East Coast, finally resurfacing with 1994's A Brief History of Amazing Letdowns EP, on which the Lilys refashioned themselves as a guitar-pop band. The spare, minimalist Eccsame the Photon Band followed in 1995 before the now Boston-based Heasley delivered the next year's Better Can't Make Your Life Better, evidence of a strong British Invasion fixation. The Services (For the Soon to Be Departed) EP arrived in 1997; two years later, the Lilys resurfaced not only with the full-length The 3-Way but also Lullabies, their entry in Darla Records' continuing "Bliss Out" series."
American Analog Set - Hard to find
Banda americana do movimento soft-core (ou low-core). Músicas suaves com muitas repetições e vocais sussurrados, criando ambientes etéreos. Eu tenho o cd "Fun of Watching Fireworks", que possui a genial "Gone to earth" (disparado a melhor música do AAS). Os críticos reclamam que o grupo não lança discos e sim continuações das mesmas músicas (o que é um pouco verdade). Esta faixa lembra muito o resto dos cd's da banda, mas há algumas novidades como "The Hatist" e "Fool Around".
Bio = "The Austin, Texas-based drone-pop quartet the American Analog Set evolved from the ashes of Dallas' Electric Company in 1994. After just their second gig, the band earned a deal with the area label Emperor Jones (a subsidiary of Butthole Surfer King Coffey's label Trance Syndicate) and issued their debut single, "Diana Slowburner II." Their first full-length effort, the low-key The Fun of Watching Fireworks, followed in 1996; From Our Living Room to Yours, the group's superb sophomore effort, trailed a year later, as did the EP Late One Sunday the Following Morning, released in conjunction with the Darla label's "Bliss Out" series. The third AmAnSet full-length, The Golden Band, appeared in 1999. Two years later, the band issued Know By Heart, a much more experimental and poppier effort".
Super Furry Animals - Golden retriever
Outra banda difícil de explicar. Originária do País de Gales, o SFA se especializa em tomar os mais variados elementos numa mistureba sem igual (e muitas vezes cantada em gaelic). Neste cd, a tendência é o pop (estilo Neil Young, em algumas faixas) e várias músicas que acabam em resultados meio estranhos mas, surpreendentemente, bons. Uma delas é a faixa mencionada que é, de longe, a melhor do cd. Outra boa mas que tende mais pro lado esquisito do SFA é "Hello Sunshine".
Bio = "Super Furry Animals were one of the first post-alternative bands, fusing together a number of disparate musical genres -- including power pop, punk rock, techno, and progressive rock -- creating a shimmering, melodic, irreverent, and willfully artsy rock roll. As one of the leading bands of the mid-'90s Welsh movement, they were already tagged as outsiders by their tendency to sing entire songs in their native tongue, but their very approach was unique, full of both whimsy and left-wing political activism. What set them apart from their fellow Welsh bands were their infectious melodic sensibilities and their wildly irreverent attitude, which peers like Gorky's Zygotic Mynci, 60 Foot Dolls, and Catatonia lacked. Super Furry Animals' 1996 debut album, Fuzzy Logic, became a major English hit, charting in the Top 40 and placing in the Top Ten of many year-end critic's polls."
The Kills - Fried my little brains
Banda punk-blues sem baixo, com um homem e uma mulher. Parece o White Stripes mas não é (inclusive no som). Apesar de seguir a receita de blues garage sujo, a banda está mais pra Mr. Airplane Man do que o duo Jack e Meg. Com menos influências dos Beatles e mais barulho, várias faixas merecem: "Fuck the People", "Monkey 23" e "Black Rooster". Uma excelente surpresa.
Bio = "The bluesy punk duo the Kills consists of vocalist/guitarist VV, a.k.a. Alison Mosshart, formerly of the Florida punk band Discount, and drummer/guitarist/vocalist Hotel, a.k.a. Jamie Hince. After Discount ended in 2000, VV began exchanging tapes with the London-based Hotel through the mail, but both of them felt hindered by this method, so VV crossed the Atlantic so the duo could write faster. In spring of 2001, they issued a self-released demo that showcased their gritty, sexy sound and earned favorable reviews from such quarters as TapeOp Magazine. Along with gigs at the London and Glasgow LadyFests and supporting Le Tigre, the Kills also toured the U.S. for eight weeks before returning to London to finish their first full-length album, Keep on Your Mean Side, which was released by Rough Trade in spring 2003."
Frases bizarras do dia
Do JB de hoje. A primeira é de um ex-ministro, sugerindo a atitude a ser tomada diante das invasões de terra. E a segunda foi feita durante o embarque do time do Flamengo por um de seus jogadores (que está se transferindo):
"Já o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário deputado Raul Jungmann (PMDB-PE) foi mais radical. Ele defendeu que o governo federal deve se articular com as secretarias de Segurança e de Justiça dos Estados e com a Polícia Federal para, ''democraticamente, baixar o pau'' em caso de excesso por parte dos sem-terra."
"O embarque também marcou a despedida de Váldson, que acertou contrato de um ano com o Gallo Blanco, do México, que também conta com o ex-rubro-negro Leandro Machado. - Estou partindo para o México. Essas propostas da Europa são sempre irrecusáveis - se enrolou o zagueiro."
Rock x Pagode
Músicos brigam no aeroporto
O Aeroporto Santos Dumont foi palco ontem de uma briga envolvendo os integrantes da banda carioca de rock LS Jack e do grupo paulista de pagode Art Popular. Os dois conjuntos musicais vieram de São Paulo no mesmo vôo e desembarcaram no Rio por volta das 13h. Ambos iriam se apresentar em um show para funcionários da Rede Globo, no Projac. Os músicos discutiram no saguão do aeroporto e partiram para a agressão.
Nervosa, a empresária da banda de rock, Bebel Xavier, afirmou que a confusão teria começado quando ela ouviu os integrantes do Art Popular criticando o LS Jack. Estes, irritados, foram tomar satisfações com os pagodeiros, dando início à briga. O empresário do grupo paulista de pagode, Edgar dos Santos, nega a versão. - Estávamos conversando sobre o novo CD do Ed Motta. Ao comentar que não havíamos gostado do disco, começou o mal-entendido. Tentamos explicar que as críticas não eram destinadas ao LS Jack, mas eles não nos ouviram e já partiram para a agressão - explicou o empresário Edgar dos Santos, irmão de Douglas José dos Santos, o Tcharlinho, que teve a clavícula quebrada.
A banda paulista pretende processar o grupo LS Jack por lesão corporal e racismo. - Ele nos chamaram de 'neguinhos', entre outras ofensas - disse o empresário, que acusou ainda a segurança do Aeroporto Santos Dumont de omissão: - Os seguranças não nos ajudaram. Empresários do LS Jack, Bebel Xavier e Marcelo Faria preferiram não fazer nenhuma declaração formal à imprensa. De acordo com Faria, a banda só deverá se pronunciar hoje, por uma nota da gravadora do grupo, a Indie Records.
God Bless Nirvana
Estava pra escrever este post desde o dia 4 de julho passado, data em que o site musical ultra-nerd Pitchfork lançou uma matéria comentando a vontade que os americanos tem de mudar seu hino nacional de "Star Spangled Banner" para "God Bless America" (movimento que ganhou força depois de 9/11). Entre muitas ironias e auto-críticas, o pessoal hype do site sugere candidatas como "Smells like Teen Spirit" do Nirvana, "Wave of Mutilation" dos Pixies, "Viva Las Vegas" de Elvis e "YMCA" do Village People.
Enfim, o problema é dos americanos. Mas também passei a imaginar as possibilidades no caso de ter que achar um substituto para o glorioso "Ouviram do Ipiranga...", que tantas vezes fui obrigado à ouvir (e cantar desafinadamente), no pátio do Colégio Santo Agostinho debaixo de sol escaldante. Obviamente, nada de Led Zeppelin. O hino teria de refletir algo bem brasileiro (pelo menos na letra), à altura do oficial. Em termos de ritmos que nos identifiquem, é fácil ir na direção de algo bem popular, como um samba ou um baião (tudo menos pagode, por favor). E também sempre virão à mente os clássicos de Jobim & Cia., como "Samba do Avião" e "Águas de Março", dois verdadeiros hinos (apesar de serem mais específicos ao Rio).
A própria Tropicália sugere uma série de músicas que misturam beleza natural com bagunça, algo tipicamente tupiniquim. Ou seja, faixas perfeitas para hino, como "Tropicália" de Veloso (com os versos "sobre a cabeça, os aviões/sobre meus pés, os caminhões/aponta contra os chapadões, meu nariz" e "os olhos verdes da mulata/a cabeleira esconde atrás da verde mata"). Ou então "Miserere Nóbis" (com "já não somos como na chegada/calados e magros" e uma marchinha típica de parada militar no final) ou "Geléia Geral" de Gil (quase perfeita, com "Um poeta desfolha a bandeira/.../Na geléia geral brasileira/Que o Jornal do Brasil anuncia" e "Minha terra é onde o sol é mais limpo/E Mangueira é onde o samba é mais puro/Tumbadora na selva-selvagem/Pindorama, país do futuro").
Porém, prefiro olhar para uma alternativa mais rock (principalmente após ler o livro de Dapieve). Algo com um tom menos solene do que os medalhões da MPB. Nesse caso, as canções de protesto abundam, desde "Que país é este" e (a excelente) "Perfeição" do Legião Urbana, até "Pátria Amada" dos Inocentes. Poderiamos, inclusive, usar "Sociedade Alternativa" de Raul Seixas (quer algo melhor pra hino do que "Viva! Viva a Sociedade Alternativa!"?). Afinal de contas, do jeito que está a coisa, todo mundo já segue o verso "faz o que tu queres/pois há de ser tudo da lei". Tem também o anti-hino "Lugar Nenhum" dos Titãs ("Não sou estrangeiro/não sou brasileiro/não sou de lugar nenhum"). Como sempre, o tom sisudo da maioria das composições poderia ser quebrado com a escolha de algo mais tragicômico como "Inútil" do Ultraje a Rigor (pra que disfarçar? "A gente somos inútil"), com "Nós vamos invadir sua praia" como hino de guerra.
Enfim, no balanço final, acabei decidindo voltar à Tropicália para escolher minha opção número um de hino substituto. Mas sem esquecer do rock. "Panis et circenses", dos Mutantes, contém tanto os ingredientes perfeitos para hino como faz uma ponte entre o tradicional e o subversivo. A entrada se encaixa perfeitamente ("Bra, bra, bra, sil, sil, sil, sil, sil, sil") e a letra ("Eu quis cantar, minha canção iluminada de sol/Soltei os panos sobre os mastros no ar/Soltei os tigres e os leões nos quintais") junta, ao mesmo tempo, um otimismo surreal com um tom solene, graças à corneta que corre solta por boa parte da música. Além de refletir bem melhor nossa estranha "geléia geral" brasileira, seria bem mais fácil de decorar pros jogadores da seleção brasileira.
Músicas do Período
O livro sobre o BRock, além de resumir toda uma era (inocente ou medonha, dependendo do gosto de cada um), me vez lembrar de músicas do fundo (mas bem lá do fundo, mesmo) da minha memória. Desde hitzinhos bestas das FMs que começavam a se deslumbrar com o poder econômico do movimento rockeiro/new wave, até bandas que alcançaram um pouco de sucesso no dial da Fluminense FM, a "Maldita".
Os Replicantes - Surfista Calhorda
Figurinha fácil nas ondas da Flu FM, os Replicantes eram uma banda gaúcha que misturava punk hardcore, rockabilly e escracho: "Corpo de atleta, rosto de Baby Johnson, mas quando entra n'água, na primeira braçada...ele não surfa nada, ele não surfa NADA!"
Bio = Grupo vocal e instrumental de punk formado na cidade de Porto Alegre no início da década de 1980. Em 1984, enviou uma fita demo para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre, que colocou na sua programação duas músicas: "Nicotina" e "Princípio do nada". A boa receptividade do público fez com que, no ano seguinte, participasse da coletânea "Rock Grande do Sul", lançada pela RCA com as músicas "Surfista calhorda" e "A verdadeira corrida espacial", ao lado dos Engenheiros do Hawai, TNT, De Falla, entre outros. No ano seguinte, Em 1985, gravou um compacto duplo pelo selo Vortex, criado por eles mesmos. Deste disco, a faixa "Surfista calhorda" tornou-se um sucesso.
Picassos Falsos - Carne e Osso
Banda carioca, meia-irmã do Hojerizah, que na época me dava esperanças (junto com Violeta de Outono e Fellini) que rock underground pudesse ser cantado em português. Uma das cenas mais bizarras que já vi na vida foi justamente quando Picassos Falsos (ou Hojerizah, talvez) apareceu cantando (apáticamente) o seu rock deprê no Clube do Chacrinha, entre mulatas e gritos histéricos.
Bio = "Alvin L. foi quem deu o nome Picassos Falsos ao grupo e produziu a segunda fita demo com três músicas. Em 1986, duas composições do grupo, "Carne e Osso" (Abílio, Caíca, Luiz Gustavo e Humberto Effe) e "Quadrinhos" (Pequinho e Humberto Effe), foram muito executadas em várias emissoras de rádios alternativas. No ano seguinte, lançou o primeiro disco, "Picassos Falsos", pelo selo Plug, direcionado ao rock, da gravadora RCA. As duas composições, já com o apoio da gravadora, voltaram a estourar nas rádios. Ainda neste disco, foram incluídas " Que horas são?" (Humberto Effe), "Últimos carnavais" (Zé Henrique, Abílio, Luiz Gustavo e Humberto Effe) e "Idade média" (Abílio, Caíca, Luiz Gustavo e Humberto Effe), entre outras. Considerado um dos melhores grupo do Brock dos anos 80, ao lado de Barão Vermelho, Titãs e Hojerizah, e mesmo com dois discos bem sucedidos na curta carreira, foi dispensado da gravadora e o grupo desfez-se logo em seguida. No ano de 1999, a BMG Brasil compilou 21 músicas da banda no CD "Hot 20", em homenagem ao grupo."
Camisa de Vênus - Isso é só o fim
Banda de punk bahiana (!), que aprimorou o estilo moleque do BRock. Desde seu nascimento, boa parte do rock nacional sempre teve um pouco de deboche ou piada, algo que vai desde a Blitz até os Raimundos (passando pelo Ultraje a Rigor, maestros desse estilo). Os mesmos Mutantes já incluiam uma série de esculachos avant-gard nos seus arranjos e letras. No caso de Marcelo Nova & Cia., isso rendeu clássicos como Sílvia ("Ó Sílvia, piraaaaanha!") e o corinho de "bota pra fuder" nos seus shows, além da razoavel faixa acima ("Ooooh, crianças! Isso é só o fim, só o fim...").
Bio = "Grupo vocal e instrumental de punk rock formado em Salvador (BA) em 1980. De acordo com Marcelo Nova, o critério de escolha do nome do grupo foi o de designar algo 'incômodo e desagradável como o som do grupo'. Com influências dos grupos punks ingleses, tais como Sex Pistols, the Clash, The Jam e The Damned, e de Raul Seixas, o patrono do rock na Bahia, o grupo iniciou sua carreira em 1982, apresentando-se em Salvador no show intitulado "Ejaculação precoce". O show provocou tanta polêmica que o jornal soteropolitano "A Tarde" fez campanha para que a censura vetasse tanto o nome do grupo, como também o do espetáculo. Porém, tal polêmica acabou promovendo o grupo. No ano seguinte, lançaram pela Som Livre o primeiro LP. Apesar do sucesso, a gravadora decidiu que o grupo teria de mudar de nome, pois o achava por demais agressivo e anticomercial. Como a banda não aceitou, o contrato foi rescindido e o grupo ficou dois anos sem gravadora, apresentando-se apenas em shows. Somente em 1985 assinou contrato com a RGE, que no mesmo ano relançou o primeiro disco e lançou outro, com canções inéditas, chamado "Batalhão de estranhos". No ano seguinte, gravou no Clube Caiçara, em Santos (SP), seu primeiro disco ao vivo: "Viva". O maior sucesso do disco foi "Sílvia", acompanhado pelo indefectível coro da platéia gritando "piranha"."
Plebe Rude - Até quando esperar
Uma dessas bandas que desapareceram com a mesma velocidade que estouraram. Os bons hits "Minha Renda", "Proteção" e "Até quando esperar" ("onde é que está, cadê sua fração?") eram omnipresentes no dial das FMs que aceitavam o novo rock nacional. Também acometeram a irritante "Sexo e Karatê", com Fernanda Abreu.
Bio = "Grupo vocal e instrumental de rock formado na cidade de Brasília em 1981. Tinha como principal influência o grupo inglês punk The Clash. O seu primeiro disco, o EP "O concreto já rachou", contou com a produção do guitarrista Herbert Vianna e foi lançado pela EMI-Odeon em 1986. O disco teve várias participações de roqueiros da geração 80. No ano seguinte, se transferiram para o Rio de Janeiro e lançaram seu segundo disco, "Nunca fomos tão brasileiros". Também produzido por Herbert Vianna, o LP continha a música "A ida", que contava com uma orquestra de cordas arranjada e regida por Jacques Morelenbaum. No final dos anos 80 e início dos 90, o grupo ficou sem gravar, pois seus integrantes passaram a se dedicar a projetos individuais. "
Metrô - Tudo pode mudar
Ok, 15 anos atrás eu jamais seria pego escutando Metrô. Uma versão nacional bem mais pop do "Blondie". Mas é uma dessas músicas que você era forçado a ouvir mesmo que fosse só por osmose, e que, por consequência, carrega uma boa dose de nostalgia. O mesmo que muita gente diz dos crimes musicais "Erva venenosa" de Herva Doce e "Totalmente Demais" de Hanoi-Hanoi. Apesar disso, tudo tem limite: não há nostalgia que me faça sentir falta de "Eu sou boy", uma das pilantragens de Kid Vinil (junto com "Tic Nervoso").
Bio = "Grupo vocal e instrumental pop formado na cidade de São Paulo em 1984. Seus integrantes são franceses radicados no Brasil. A princípio se chamava A Gota Suspensa, e seguia a linha do rock progressivo marcada pela predominância dos teclados. Ainda com esse nome, lançou um LP independente no mesmo ano. Porém, nessa mesma época, assinou com a CBS e mudando o nome do grupo para o definitivo. Abandonando a influência progressiva, modificou seu repertório para o estilo "new wave", então em voga. Logo no seu primeiro disco, obteve sucesso com a música "Beat acelerado". Em 1985, lançou o seu primeiro e único LP e participou da trilha sonora do filme "Rock estrela", dirigido por Leal Rodrigues. No fim do ano seguinte, o grupo se dissolveu. Alguns de seus integrantes voltaram para a França. Virgine (a vocalista) casou-se com um diplomata e residia em Moçambique. "
Nenhum de Nós - Camila, Camila
Outro expoente do rock gaúcho. Me lembro vagamente desta música, que não era de todo ruim. Principalmente se comparada à horripilante versão tupiniquim de "Starman" de David Bowie, chamada "Astronauta de Mármore" ("Sempre estar lá/E ver ele voltar/Não era mais o mesmo/mas estava em seu lugar").
Bio = "Grupo formado em Porto Alegre em 1986. Gravou o primeiro LP, "Nenhum de Nós" no ano seguinte, no qual incluiu a faixa "Camila, Camila" (Thedy Correa, Carlos Stein e Sady Homrich), uma das mais tocadas no país. Em 1989, lançou o LP "Cardume", com destaque para a composição "Astronauta de mármore", versão de "Starman" (David Bowie). Um ano depois, a banda incorporou um quarto integrante, Veco Marques (guitarra, violão e bandolim) e, com a nova formação, gravou o LP "Extraño", contendo o sucesso "Sobre o tempo" e ainda a faixa-título "Extraño", ambas de autoria de Thedy Correa. No ano de 1992, lançou mais um LP: "Nenhum de Nós", com destaque para "Ao meu redor" (Thedy Correa, Carlos Stein e Veco Marques). "
Mercenárias - Somo milhões
Uma das melhores bandas do cenário realmente underground. Escutei esta faixa pela primeira vez num clip de skate do programa "Vibração". Um punk honesto e que só não foi mais longe por causa da (como diz Arthur Dapieve) "indigência técnica" da banda. Lembro que o disco "Cadê as armas" tinha na capa um detalhe de uma nota de dinheiro argentina.
Bio = "Grupo vocal e instrumental de rock formado na cidade de São Paulo em 1984. Na sua primeira formação contava com o guitarrista Edgard Scandurra, tocando bateria, que deixou o grupo no ano seguinte para dedicar-se exclusivamente ao IRA!."
Garotos Podres - Papai Noel Velho Batuta
Sucesso (?) de uma das bandas mais punks do território nacional. Uma banda punk o suficiente pra fugir do sucesso comercial de Ratos de Porão e Inocentes. Com a singela letra "Papai noel f.d.p.!/rejeita os miseráveis/eu quero matá-lo/aquele porco capitalista/presenteia os ricos/cospe nos pobres", o grupo chegou a ter este 'hit' tocado na Flu FM. Apesar de ser muito mais indigente que as Mercenárias, o grupo ainda continua por aí.
Bio = "Grupo vocal e instrumental de punk. Formado no ABC paulista em meados da década de 1980, seguia a vertente 'Oi!' do punk inglês. Em 1985, participou da coletânea de bandas punks "Ataque sonoro", lançada pela gravadora independente paulista Ataque Frontal. No mesmo ano, gravou o primeiro LP".
Rock Brasileiro
Acabei de ler o livro "BRock" de Arthur Dapieve, mandado diretamente do Rio pelo meu amigo Hiro. Uma interessante (e talvez única) retrospectiva sobre o rock nacional dos anos 80. O texto foi extensamente pesquisado para, pelo menos, dar uma boa idéia geral do gênero; desde os seus antecedentes (com Jovem Guarda, Mutantes e Raul Seixas) e gestação (Vímana) até sua decadência (com a chegada das bandas cantando in english only). Dapieve optou por dividir o livro em pré-BRock, primeira divisão (Blitz, Lobão, Barão Vermelho, Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião, Ultraje a Rigor, RPM e Engenheiros do Havaí), segundona (Ira!, Kid Abelha, Inocentes, Plebe Rude, ...), divisões de base (todo o resto) e pós-Brock. Há bastante espaço para reclamações: as partes sobre o Titãs e Legião poderiam ser mais extensas. E aguentar um capítulo inteiro sobre Engenheiros é dose pra leão!
Por outro lado, o capítulo sobre bandas menores me vez voltar diretamente aos idos de 86/87, quando se podia ouvir Picassos Falsos, Mercenárias, Replicantes, Violeta de Outono e outros baratos afins na grande Fluminense FM. E o autor não teve preconceito em cobrir o lado mais pop do movimento (Metrô, RPM, etc.) que, por mais picareta que fosse, também marcou o período. Eu mesmo tinha uma relação de amor e ódio com o rock nacional. Se por um lado gostava de várias bandas underground, tinha verdadeiro horror à Kid Abelha, Capital Inicial e outras barbaridades que hoje não me assustam tanto. Inclusive, acho que Legião Urbana e Titãs foram injustamente tachados de sub-rock, já que músicas como "Ainda é cedo" são hinos daquela e de qualquer época do rock nacional.
No balanço, se algumas partes ficam meio repetitivas em "BRock" (já que, suspeito eu, vários capítulos saíram de matérias de jornal ou outras fontes avulsas), o melhor do livro está na ótima análise final sobre os eventos sócio-políticos do BRock, com os quais o autor identifica as razões do seu crescimento (a estagnação da MPB, o Rock in Rio, a Flu FM, o Plano Cruzado, abertura política,...), sua evolução e (quase) morte. Pra quem estava na adolescência naquele período, vale a pena ler nem que seja por nostalgia daqueles anos (pré-MTV) que, com a benevolência do tempo, começam a fazer mais sentido.
Cala a boca, bichinho
Na final da última coluna do Veríssimo, ele comenta as recentes tentativas de fazer uma ponte sobre a última barreira que há entre o homem e seus animais de estimação: a da comunicação falada. Nos últimos tempos, se anuncia tradutor de cachorro, gato, piriquito, etc..., mas e se o tiro sair pela culatra? O que fazer se você descobrir, depois do primeiro papo franco com o seu cachorro, que ele é, digamos, um escroto? E se a conversa dele for insuportável? Afinal de contas, sempre assumimos que todo animal é gente boa. Para um cenário mais desagradável ainda, digamos que você está em casa e decide, ao invés de começar a estudar logo pra aquela prova semana que vem, dar uma olhada no que está passando na tevê. O cachorro da família entra na sala, senta-se calmamente e, virando-se pra você, diz com sarcasmo: "Não vai estudar não, é?"
PS = Outras frases que nenhum dono gostaria de escutar do seu "melhor" amigo:
"A comida do canil era melhor do que isso que você me dá."
"Quero ver se você gostaria de ser castrado..."
"Deixei um 'presentinho' no carpete da sala."
"Vou cobrir aquele cachorro do vizinho de porrada."
About a website
Uma trivia interessante (que encontrei no imdb) do filme "About a boy". Numa das cenas do filme, se vê o personagem de Hugh Grant procurando o site supermodelswithseethroughtops.com. Ok, a piada é meio besta, mas alguém se deu o trabalho de deixar lá. Por falar em Hugh Grant, os únicos filmes em que o cara manda razoavelmente bem são sempre aqueles em que seu personagem é meio fdp. A minha suspeita é de que isso seja porque, no fundo, o próprio Hugh Grant deve ser meio fdp. Talvez Divine Brown saiba algo...
Menos dois
Na periferia da cidade de Mosul, no Iraq, os filhos de Saddam se escondem numa villa em ruínas. Estão sozinhos dentro de um quarto semi-limpo, separado de onde descansam o guarda-costas e o filho de Qusay. Uday olha pela janela, em direção aos vastos espaços de terra árida por trás das outras casas, enquanto que Qusay está sentado, com os ombros apoiados numa mesa suja e com as mãos na cabeça, pensando no que era agora e no que poderia ter sido.
- Dizem que americanos estiveram aqui, hoje. - diz Qusay preocupado, sem levantar a cabeça.
- Os guardas exageram. Eles dizem isso todos os dias. - responde Uday com desdém.
- Eu não entendo porque papai não deixa que fiquemos todos juntos no seu superbunker.
- Porque alguém tem que ficar pra liderar o país, no improvável caso de que o encontrem! - se impacienta Uday.
- Liderar o quê!?! Esta villa miserável, que é o único que nos resta?!? - Qusay explode, olhando-o diretamente.
- Francamente, cada vez me surpreendo mais com sua fraqueza. Antes você era todo cheio de si. O filhinho favorito do papai! E agora fica choramingando pelos cantos sem ver que o plano dele está funcionando com perfeição! - diz Uday, cada vez mais irritado com o irmão caçula.
- Plano? Qual plano?!? Esperar até sermos presos?!? - Qusay responde, levando novamente as mãos à cabeça.
- Não seja idiota. Tudo está correndo como planejado: deixamos os infiéis achar que venceram, resguardando a maioría do nossos efetivos. Com a guerrilha e as sabotagems iremos minando a moral dos forasteiros e de sua opinião pública, até chutá-los daqui. Aliás, o próprio povo iraquiano se encarregará disso! Voltaremos triunfantemente e mais fortes do que nunca. É genial! Nem o Kuwait, nem a Arábia Saudita vão nos segurar depois disto! A insurreição vai começar a qualquer momento...
- Que insurreição, seu playboy descerebrado!?! A essa altura, papai e sua turma de puxa-sacos já devem estar se esbaldando na costa síria! - se desespera Qusay, pela enésima vez.
- Quem te viu e quem te vê, maninho... logo você que queria tirar o poder das mãos de papai assim que pudesse, tsc...tsc... - devolve Uday, com um sorriso maldoso.
- Eu não tenho culpa se você só se interessa por boate e uísque. Enquanto eu ralava nos ministérios, você ficava correndo atrás de qualquer rabo de burka que aparecia pela frente...
- Pra que serve o poder se você não pode se divertir com ele? Você acha que eu sou quem, Bin Laden?!? Esse lance de ficar morando em cavernas com cabras não é comigo! Só porque peguei algumas mulherzinhas em Bagdá todo mundo fica me chamando de playboy. Ninguém se lembra das minhas contribuições à frente do Comitê Olímpico...
- Contribuições!?! Você mandava prender os jogadores de futebol que não marcassem gol! E ainda por cima, usou parte do orçamento pra fundir várias metralhadoras de ouro! Quem anda por aí com armas de ouro, seu piolho de camêlo!?! - exaspera-se Qusay.
A conversa se interrompe e o silêncio volta a dominar o quarto despojado, enquanto o sol sobe devagar pelo céu. Uday pensa nas festas que vai organizar e em todas as mulheres que ainda há de conhecer, assim que aquele pesadelo acabar. Qusay não consegue acalmar a profusão de cenários hipotéticos: e se tivesse tomado o poder do pai e dialogado com os americanos? E se for melhor entregar-se e Uday que se dane? Nessa bagunça toda, a opinião do povo não mais importava. Já que não iria salvar a cara, o negócio era, pelo menos, salvar a pele. Após alguns minutos, seu irmão retoma a conversa, de costas para ele, com um tom de voz bem mais baixo e soturno:
- Ninguém é perfeito...vale lembrar que as causas de nossa presente situação não tem nada a ver com o que eu e você fizemos. 'Ele' devia saber que o povo é sempre ingrato. Pra que invadir o Kuwait, se já tinhamos tudo o que queriamos? Também era melhor ter deixado pra lá essa história de ficar brincando de esconde-esconde com aquelas insignificantes armas químicas.
- É verdade. Eu insisti com ele, mas papai não parecia querer entender que outro Bush na presidência dos Estados Unidos era péssimo sinal. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, a merda ia sobrar de novo pra gente. Essa família é pior do que a nossa! - a desolação tomava cada vez mais conta de Qusay.
- Não seja maricas, irmãozinho. Pior do que nós, ninguém! Ha ha ha... E quando voltarmos você vai ver. Compraremos um pouco de plutônio e faremos como aquele pessoal da Coréia do Norte. Deveriamos ter aprendido com eles...
- Isso se chegarmos lá! Você fica nessa janela o dia inteiro pra qualquer um ver! Sem contar com os passeios pra comprar comida que você nos força à fazer pela cidade ...
- Pô, tô cansado de comer Miojo! Além disso, faz bem dar uma arejada. Pra ver se consigo esquecer um pouco das suas idéias paranóicas. O pessoal daqui é gente fina e as mosuleanas não são tão provincianas assim...
Qusay solta um suspiro, sabendo que o irmão nunca vai mudar e que, se depender dele, na melhor das hipóteses passarão o resto da vida naquela casa abandonada, comendo miojo e dependendo de gente suspeita. Nesse exato momento, tem a impressão de ouvir algo lá fora, como se por sugestão de suas idéias. Alarmado, levanta a cabeça para ouvir melhor e comunicar ao irmão.
- Sshhh! Você ouviu isso?!? Tem alguém lá fora?
- Não sei, acho que não. Não vejo ninguém. - responde Uday, preocupado à princípio mas logo relaxando: - Acho que é mais uma paranóia sua. Se tiver alguém, deve ser uma mulherzinha da cidade que convidei a vir pra cá, enquanto comprava água com os guarda-costas anteontem. Se é que você me entende... - completa ele, achando-se o malandro de sempre.
O silêncio retorna, tranquilizando Qusay. Ele pensa que não sabe o que é pior: ficar ali à espera de sua captura ou ter que agüentar as asneiras do irmão; ignorando que, nesse mesmo instante lá fora, a ordem para invadir a villa acaba de ser dada aos soldados da 101a divisão aérea.
Frase bizarra do dia
Não existe mulher feia
Nos States e Inglaterra, existe uma expressão perfeita para definir aquela 'melhorada' que o álcool dá numa mulher que, sem ajuda etílica, não pareceria tão atraente assim. É o "beer goggle", onde "goggle" pode ser traduzido como "óculos de mergulhador". Ou seja, tudo passa a ser visto através destes "óculos da cerveja". E, se não fosse por eles, a "baranga agora estaria só" como dizia a fuleira música "Não existe mulher feia" do grupo Skuba. Pois bem, 'cientistas' na Escócia (um país que deve ser muito assolado pelo "beer goggle") finalmente provaram que o efeito não só existe como também vai fazer você pegar aquela 'mulherzinha' no canto da boate, depois de alguns goles da sua cerva.
PS = Em tempo, o post não tem nada de machista já que o efeito é equivalente nas mulheres. Algo que aprendi em Londres, onde elas até bebem mais do que os homems...
Beauty may be in the eye of the beer holder
Academics in Scotland have found proof of the so-called "beer goggles" effect, following a study involving 80 students. The researchers wanted to measure the infamous phenomenon by which members of the opposite sex become more attractive more alcohol is consumed. They found that men and women who have drunk a moderate amount of alcohol find the faces of the opposite sex 25% more attractive than their sober counterparts. The study also revealed there was no difference in the beer goggle effect between men and women. Students at Glasgow University were shown colour photos of 120 male and female students from St Andrews University aged 18 to 26. Participants were asked to rate their aesthetic properties on a scale of between one - highly unattractive - to seven - highly attractive. Half of the students had drunk up to four units of alcohol, equivalent to a maximum of around two pints of lager or two-and-a-half glasses of wine.
The 40 tipsy aesthetes rated the people in the photographs as broadly more attractive than their abstemious counterparts. Professor Barry Jones, from Glasgow University's psychology department and his fellow academic, Ben Jones, from St Andrews University, led the study. Prof Jones said: "Everyone's heard of the beer goggles effect but we wanted to measure once and for all whether a moderate amount of alcohol increases the judgement of facial attractiveness. "The increase in perceived attractiveness appeared to be the same for the ugly people as the pretty people. "Attractiveness provides a very important signal of mate quality, it shows you have good genes and a healthy body." He said the beer goggles phenomenon is caused by alcohol stimulating the part of the human brain which is used to determine facial attractiveness, the nucleus accumbens.
Na mosca
A primeira vítima
ROMA - A futura Constituição européia fez sua primeira vítima ontem pelas mãos do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que usou o texto da minuta do tratado, para matar uma mosca que incomodava Valéry Giscard d'Estaing. O presidente rotativo do Conselho Europeu aniquilou sem perdão o inseto com uma cópia do projeto da Carta Magna que foi entregue em Roma por D'Estaing.
Com as câmaras de TV numa das salas da sede do Executivo italiano, a mosca parecia querer impedir a apresentação do texto e começou a rondar o ex-presidente francês, pousando em sua barba, no nariz e na orelha. D'Estaing tentou espantar o inseto, mexendo de leve a cabeça, enquanto salientava os trabalhos da Convenção, aos quais dedicou os últimos 16 meses.
Berlusconi acompanhava os movimentos da mosca, até que decidiu intervir com leves abanos de mão. As sucessivas tentativas do chefe do governo italiano foram em vão, até que a mosca cometeu um erro: pousou brevemente ao alcance de sua mão. O premier, então, pegou uma cópia da minuta da futura Constituição e a achatou. - A primeira vítima do Tratado - comentou, sorrindo, D'Estaing.
Ira!, Legião, Mutantes, Ratos, Titãs, Sepultura...
Mundo Pequeno
Site interessante pra quem quer saber mais sobre brasileiros morando no exterior. Descobrí, por acaso, que estou listado por lá. De uma certa forma tenho um apreço grande pela lista. Morar fora do Brasil é muito mais foda do que muita gente pensa. Quanto mais o tempo mais brasileiro vai ficando o "exilado". Só falta incluir a do meu amigo Hiroshi.
Vou dar uma passada no banheiro
É impressionante como se inventa pesquisa para apoiar ou desacreditar qualquer teoria. Quantas vezes não apareceram "especialistas" dizendo que tomar vinho todo dia faz bem (contradizendo tudo alguns meses depois). Suspeito de algum esquema meio malandro pra continuar recebendo apoio financeiro de quem seja que for que apóie estas pesquisas:
Masturbating Lowers Prostate Cancer Risk -Study
LONDON (Reuters) - Frequent masturbation, particularly in the 20s, helps prevent prostate cancer (news - web sites) later in life, according to new research. Australian scientists have shown that the more men masturbate between the ages of 20 and 50, the less likely they are to develop the disease that kills more than half a million men each year. They suspect that frequent ejaculation has a protective effect against the cancer because it prevents dangerous carcinogens from building up in the gland. "The more you flush the ducts out, the less there is to hang around and damage the cells that line them," Graham Giles, of the Cancer Council Victoria in Melbourne, told New Scientist magazine on Wednesday. In a survey of 1,079 prostate cancer patients and 1,259 healthy men, Giles and his team discovered that men who ejaculated more than five times a week in their 20s were a third less likely to develop an aggressive form of the disease.
PS = Os atores pornôs estão feitos...
Tarantino Reloaded
Miramax to Split Tarantino Film Into Two Parts
LOS ANGELES (Reuters) - Miramax Films, a major player in distributing independent movies, is taking the unusual step of splitting a new movie from director Quentin Tarantino into two parts and releasing each as separate films, a studio spokesman said on Wednesday. "The idea was thought of when the script was in development and after seeing the (film) footage, it made sense," said the spokesman. The movie, called "Kill Bill," is the first from the critically acclaimed director since 1997's "Jackie Brown," and has been widely anticipated by his fans. But with preliminary versions running at three hours, it was almost twice as long as a normal movie, meaning theaters would have fewer screenings in a day and risk losing ticket sales. The movie is about a female assassin, played by Uma Thurman (news), who survives an attempt on her life and, after spending five years in a coma, sets out for vengeance. The first part of the story will be released as planned on Oct. 10, with the debut date for the second part as yet to be determined, the spokesman said. Splitting a film's story into two parts is unusual, but does have recent precedent. The makers of "The Matrix" shot two sequels to that popular 1999 movie at the same time, and when the first, "The Matrix: Reloaded," debuted in May this year, producer Joel Silver made a point of saying "Reloaded" was only half of the story.
The Man, the Boy, and the Donkey
Graças à internet, conseguí encontrar o autor de minha fabula favorita quando era moleque: o contador de histórias Esopo (ou Aesop, em inglês). Apesar de que a versão que me leram era menos trágica do que a original:
A Man and his son were once going with their Donkey to market.
As they were walking along by its side a countryman passed them
and said: "You fools, what is a Donkey for but to ride upon?"
So the Man put the Boy on the Donkey and they went on their
way. But soon they passed a group of men, one of whom said: "See
that lazy youngster, he lets his father walk while he rides."
So the Man ordered his Boy to get off, and got on himself.
But they hadn't gone far when they passed two women, one of whom
said to the other: "Shame on that lazy lout to let his poor little
son trudge along."
Well, the Man didn't know what to do, but at last he took his
Boy up before him on the Donkey. By this time they had come to
the town, and the passers-by began to jeer and point at them. The
Man stopped and asked what they were scoffing at. The men said:
"Aren't you ashamed of yourself for overloading that poor donkey
with you and your hulking son?"
The Man and Boy got off and tried to think what to do. They
thought and they thought, till at last they cut down a pole, tied
the donkey's feet to it, and raised the pole and the donkey to
their shoulders. They went along amid the laughter of all who met
them till they came to Market Bridge, when the Donkey, getting one
of his feet loose, kicked out and caused the Boy to drop his end
of the pole. In the struggle the Donkey fell over the bridge, and
his fore-feet being tied together he was drowned.
"That will teach you," said an old man who had followed them:
"Please all, and you will please none."
A volta do vício de Joana
O grupo Jane's Addiction retorna à ativa com o cd "Strays", após algumas recentes tournées tocando juntos (sem o baixista original). E, apesar do meu medo inicial, o que eu ouvi até agora promete bastante. As velhas características do grupo continuam intactas nesta nova incursão; a voz anasalada de Farrell, os riffs metaleiros de Navarro e a percussão desenfreada de Perkins, como se fosse 1991. Á primeira escutada, achei que nenhuma música conseguia chegar às alturas de "Summertime", "Ain't no right" ou o hino "Mountain Song". Mas isso é mais por causa do status "clássico" que essas faixas já atingiram do que por alguma deficiência. Com calma, dá pra ver que, se não há nada que totalmente supere os cd's anteriores, há muita coisa boa no cd novo. Os melhores momentos vem mais sutilmente do que em "Nothing's Shocking" e "Ritual de lo Habitual", em faixas descompromissadas (mas com ótimos arranjos) como "The Riches", "Strays" e "To match the sun". Apesar de que a banda continua mandando bem em todos os estilos, desde baladas ("Everybody's Friend") até os rocks arrasa-quarteirão ("Just Because" e "Hypersonic", minha favorita). Há novidades em todos os cantos, inclusive nas partes mais pop de "Strays" como em "Superhero" e "Suffer Some". Enfim, o único aspecto negativo está na capa: a escolhida foi uma foto mais comercial da banda onde antes estavam as bizarras e originais "obras" de Perry Farrell, como as irmãs siamesas de "Nothing's Shocking" e a controversa montagem de "Ritual de lo Habitual", dois ícones do rock alternativo. Enfim, ninguém é perfeito.
PS1 = Assim como aconteceu com "Elephant" dos White Stripes, baixar "Strays" só com paciência de Jó. A maioría dos files no Kazaa são, na verdade, loops de "Just Because". Eu vou comprar o meu cd, mas aí vai uma dica: o pessoal da RIAA ainda não sabe usar WinMX...
PS2 = Já tinha escrito sobre o JA num post anterior, comentando as melhores músicas desta banda que é, pra mim, uma das dez mais de todos os tempos
Always a day late and a dollar short
Post Abortado II
Na verdade, a idéia não era para um post mas a coincidência com outra coluna do O Globo (do Arthur Dapieve, esta vez) também merece ser mencionada. Nas várias idas àos paraísos alimentares que são as churrascarias do Rio com meus amigos Hiro, Hiroshi e Leandro, tinha surgido a teoria de que deve existir alguma hierarquia secreta naqueles ambientes. Onde o garçon principiante sobe no cargo através dos diferentes tipos de carne. Algo assim como o que aconteceu com Daniel LaRusso em "Karate Kid" ou então, mais apropriadamente, com Rick Kane no filme "North Shore". Nessa película caça-níqueis semi-surfística de 1987, um haole do Arizona ("haole goiaba" de acordo com a tradução brasileira) vai ao Hawaii e acaba sendo instruído por um shaper zen (Gregory Harrison, do clássico seriado "Logan's Run") a progredir no surf até virar mestre nas ondas de Pipeline. Cada lição pedia uma prancha melhor, começando com toscos pedaços de madeira até evoluir para as melhores "guns".
Pois bem, nos "porcões" da vida também deve existir algo parecido: por um lado, o principiante começa apenas trazendo os pratos secundários (mas também essenciais) como o pão-de-queijo, arroz, banana frita, etc. Depois do período de adaptação, o cara passa pras carnes menos nobres, tipo costela de boi, carneiro ou atum grelhado. Com a experiência, vão chegando a maminha, a alcatra e o filé de mignon. Até (depois de muito sal grosso e sangue de boi) chegar à coroação almejada por todos os profissionais de churrascaria: servir picanha. Uma carne que pede não só experiência como também resistência física, já que é aceita em 9 entre 10 mesas visitadas. Aos veteranos, o reconhecimento máximo se dá quando são convidados a servir (exclusivamente) a picanha ao alho.
Por outro lado, tambem existe o lado negro da escala, onde algum descuido (como derrubar cerveja ou deixar a carne secar) pode levá-los à uma série de infernos carnais. Como ser banido para o rodízio de salada ou, como castigo máximo, servir cupim. Foi desse último assunto que comentou, ironicamente, a coluna de Dapieve (no trecho abaixo), usando-o mais tarde para se referir à Martha Suplicy:
O Ancelmo Gois tem uma tirada muito boa sobre o garçom que serve cupim. Segundo ele, o tal só pode ter sido posto de castigo pelo maître . Ou por ter quebrado pratos ou por ter chegado atrasado à churrascaria, não importa, castigo, vá servir cupim. Porque quase ninguém aceita uma lasca daquela carne gordurosa, assim chamada porque, quando o boi está vivinho, no pasto, fica na sua corcova, parecida com um cupinzeiro. Depois que ouvi o Ancelmo expor essa tese, passei a prestar atenção, entre uma fatia de picanha e outra tira de filé mignon com queijo, à triste rotina do sujeito que carrega o espeto do cupim no salão do rodízio. Ele pode estar de castigo, mas deveria dar palestra sobre rejeição em congresso de psicanálise. Passar o dia inteiro ouvindo não e ainda ser capaz de se olhar no espelho ao chegar em casa, ah, isso é que é ter boa auto-estima.
Post Abortado I
Desde que li a matéria sobre o americano Terry Wallis, que saiu de um coma de 19 anos (e cujas primeiras palavras foram "mãe", "pepsi" e "leite"), que tinha pensado em escrever um post baseado no fato. Sería sobre alguém acordando 19 anos no futuro em circunstâncias similares e tendo que se adaptar aos novos tempos. Uma idéia boa pra post, já que teria assunto pra música (Os White Stripes e os Strokes estariam planejando "reunion tours"), cinema (Stallone receberia seu terceiro Oscar como diretor) e política (a constituição americana teria acabado de ser mudada para eleger Arnold Schwarzenegger presidente). Aliás, muito espaço pra política. Imaginei um cenário político brasileiro onde o PT teria sido expulso do governo por seus próprios integrantes, com uma sequência de golpes de estado e a eventual posse de Garotinho como primeiro ministro (já que a monarquia teria sido restaurada), que resultaria em caos total. Está certo que a idéia não é tão original assim mas, pra minha surpresa, Arnaldo Jabor teve a mesma idéia pra coluna do O Globo de hoje. Ou pelo menos, algo muito próximo disso. Enfim, a minha não teria sido tão detalhada nem eloquente, vai então a do jornal:
Colunista em coma acorda para o passado
Dos jornais: “Americano fala ‘mãe’ e ‘Pepsi’ após longo coma”— Blargh... blargh...— Deus... ele está acordando... milagre!... Depois de 19 anos em coma, o Jabor está acordando!...
— Brarrazil... mamma...
— Pobre dele... acordar agora... nem adianta mais... já está um caco... era melhor embarcar logo... seguir viagem...
— Pepsi...
— Cacete! Ele disse a mesma coisa que aquele cara que acordou 19 anos atrás... Será merchandising de bebida? Porra, até coma tem patrocínio!...
— Luuuuu... luuuuu... luuuulaa... lá?
— Ele quer saber do Lula... Ele está em coma desde o expurgo que os radicais promoveram... não sabe de nada...
— Lulaaa? Onde?
— Calma... respire devagar. Lula... é, hoje, curador e animador do Museu do PT, todo em mármore vermelho, um projeto do Niemeyer. São filas imensas como diante de um Lenin vivo... e o Lula canta, dança e, apesar da idade, está lúcido, contando as histórias da Presidência... até o dia do grande crash , quando caiu, em 2005...
— Craaaashhhh?
— Devo contar para ele?... É... Bem, o Lula não conseguia fazer nada. Nada passava no Congresso ou no Judiciário. Ninguém queria reforma nenhuma, nem CUT, nem USP, nem o vice... E, como as coisas não andavam, o Lula tinha de compensar com gestos populistas, discursos inflamados, bonezinhos coloridos... E nada rolava... Lula começou a beber um pouco mais e criou o “pagodão sabatino”, unindo-se aos shows do Gil, única manifestação viva do Ministério da Cultura. Lula fez “embaixadinhas”, dançou xaxado, mas as massas começaram a desconfiar... Foi quando estourou a campanha pelo Plano B! Professores inativos, psicopatas sem projeto, jornalistas sem assunto, todos pressionaram pelo tal Plano B, que ninguém sabia o que era... Até que Lula, depois de explosiva visita de Hugo Chavez, decretou o Plano B! Foi finalmente a Revolução! Filósofos e sociólogos ejacularam! Oba, o Brasil finalmente se moveu! As mudanças foram violentas. Acabou o tédio da prudência macro-econômica, Palocci foi agarrado no Planalto e colaram-lhe penas de galinha no corpo, por ordem de Babá, o novo ministro da Economia, com Maria da Conceição no Banco Central e Luciana Genro na Justiça, chefiando os grandes julgamentos populares, condenando o próprio pai... Foi lindo! Genoino foi ser reeducado num “gulag” do MST, Meirellles deportado para Boston, enquanto Lula fazia discursos inflamados, mas meio abatido pelas cenas de ciúme de d. Marisa, depois que Sheila Mello foi nomeada para a Casa Civil...
— O É o Tchaaannn?... Arghhh...
— Ele está tremendo... mas vou continuar... A moratória foi um sucesso! Lula chorava ao declarar: “Não pago mais porra nenhuma!”, aplaudido por Babá e Stédile, comissário do povo. Horas depois, dava para escutar o barulho dos fluxos de dinheiro fugindo do país. Era uma revoada linda... O risco-Brasil bateu recordes que fizeram o PC do B chorar de orgulho: “É isso aí, somos perigosos sim, yankees!” O dólar foi para R$ 7 e as reservas viraram pó. Houve festas maravilhosas nos paraísos fiscais, comemorando a chegada de bilhões de dólares das elites brasileiras. Aí, começou a Grande Fome, apelidada pelas massas, sempre brincalhonas, de “Barriga a Zero”. Os mortos se empilhavam nas portas dos supermercados, bem defendidos pelas milícias do varejo. Os stalinistas da Academia uivavam de felicidade, pois chegava o tão ansiado caos. “Quanto pior, melhor!”, era a frase mais ouvida. Mas, aconteceu um estranho fenômeno — a moratória teve um lado bom: o Brasil quebrou, caiu, “sifu”, “kaput”, mas nada aconteceu politicamente... Claro, houve muito panelaço, mas isso amainou logo, pois, sem querer, o Brasil descobriu a solução perfeita para a fome: a morte! Descobrimos que a fome e a miséria se auto-regulam, diminuindo a população... Foi uma mão-na-roda, com o súbito esvaziamento das periferias e favelas. A quebra da Previdência também foi uma vitória inesperada. Nem precisou de reforma, pois o número de velhinhos aposentados diminuiu muito, ha ha... Essa foi a grande surpresa: o Brasil ficou em paz. No início, o “Barriga a Zero” foi terrível de ver mas, logo nos acostumamos, pois os mortos não reclamam, né? Além disso, era até comovente ver o velho Brasil do atraso voltando pois, afinal o pântano, o atraso é a nossa natureza profunda, né? Voltava a grande sopa de acochambros e corrupções que sempre fora nosso caldo de cultura. Foi aí que o sucessor de Lula, o evangélico Garotinho, lançou o “Recua Brasil”...
— Garrrrotin... orggh...?
— Rápido, injeção de cortisona! Ele está espumando... Sossega, leão, que o “Recua Brasil” do Garotinho foi bom também, porque nos tirou o peso da angústia de progresso que oprimia os brasileiros... Foi um alívio! Chegara a felicidade do atraso sem culpa... Mas, logo depois, o Garotinho foi assassinado por seu vice Edir Macedo, que assumiu e aperfeiçoou o “Recua Brasil”. Ele se inspirou no suicídio coletivo daquele líder religioso, o Jim Jones, lembra? E percorreu o Nordeste e as periferias com o programa “Morra por Jesus”. Foi um sucesso demográfico e sociológico, coroado pela instalação da Alca, que logo nos virou numa espécie de Parque Temático, um grande Porto Rico, mas com belos safáris na Amazon Authority, com “rallies” disputadíssimos no Ceará e Piauí Desert, além dos “adventure tours” na guerra dos morros cariocas...
Nessa época, ninguém queria mais ser presidente, só o Maluf, claro, mas que morreu envenenado por uma esfiha no dia da posse. Seguiu-se o breve governo da viúva Rosinha, logo deposta por um golpe comunista de Heloisa Helena, também derrubada por Jair Bolsonaro, numa tentativa fascista logo abortada por Washington que preferiu a volta de José Sarney, intacto, aos 90 anos, ainda de bigode preto e jaquetão...
— Ihhh... o pulso dele está caindo...
— Blarghhh... Pepsi... mama...
— Olha... não sofra... o país está melhor assim, paralisado. Está tudo bem... pois desistimos do progresso e reencontramos nosso destino de toupeiras, de vira-latas... Somos felizes agora... Ihh... rápido, enfermeira, outra injeção... Ah... não não, deixa... não adianta... ele já era.
Comentário bizarro do dia
Brasil, o dono do vôlei mundial
Título da Liga é o 8º em 10 competições
O tricampeonato da Liga Mundial, conquistado ontem com a vitória sobre a Sérvia e Montenegro por 3 sets a 2 (25/16, 21/25, 19/25, 25/23 e 31/29), em Madri, traduz a lição de Bernardinho nos treinamentos. O Brasil perdia por 2 sets a 1. Viu os sérvios abrirem 6/1 no quarto set. Salvou oito match points no quinto set. Terminou com o troféu. À base da persistência. O capitão Nalbert foi profundo na análise sobre o jogo: - Ganhar desse jeito é muito melhor do que um orgasmo - disse.
Bookstores
Uma interessante matéria (abaixo) sobre a Argumento do Leblon; que é, fácil, a minha livraria favorita (por mais que a variedade seja limitada). Apesar de que a mais recente "Livraria da Travessa", em Ipanema, também esteja em boa posição na lista. Outra que gosto bastante: a enorme Dillon's (agora Waterstones) que fica em frente ao prédio de Engenharia da UCL, em Londres. Tem também as excelentes livrarias da galeria Vittorio Emmanuelle, em Milão, que não prometem muito na fachada mas possuem vários andares no sub-solo. Sem contar com as elegantes lojas da 'calle' Florida, em Buenos Aires, onde ia quando moleque (em particular, a Ateneo). Aqui nos states, esse ramo está dominado pelas gigantes "Barnes & Nobles" e "Borders", que tendem a colocar o mesmo tipo de loja em cada canto do país, apesar de que são bem organizadas e mantidas. Vou bastante na filial da "Barnes & Nobles" de Charlottesville e na de Baltimore, que fica numa antiga e reformada usina de energía com amplos andares e uma bela vista do Aquario e de parte da Baía de Chesapeake. Mas nenhuma delas com o charme da velha Argumento.
A mulher que fez da Argumento um 'point'
Dalva Gasparian se lembra bem do primeiro livro que a marcou: Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke, lido no início da adolescência. Paulista de alma carioca, ela se lembra de muitos outros fatos que ligam a sua vida à literatura. Por exemplo, das charmosas livrarias da Inglaterra, onde morou por alguns anos na década de 70, e de onde importou a idéia de montar no Rio um espaço para livros, idéias e aconchego. Em 1978 nascia então, no coração de uma ainda sossegada Rua Dias Ferreira, no Leblon, a Livraria Argumento. Reduto de bons títulos e com clientela assídua e ávida por leituras, a casa celebra, hoje, às 21h, seus 25 anos, ampliada, com festa e leituras reunindo gente como Fernanda Montenegro e Millôr Fernandes.
Dalva acabara de voltar da Europa e cursava Sociologia na PUC carioca quando abriu sua pequena loja. - Sempre gostei de livros e queria abrir no Rio uma livraria refinada e charmosa. Chamei colegas da faculdade e meus filhos para trabalharem comigo - conta a livreira, que passou a investir em atendimento especializado. Lançamentos de livros assinados por Miguel Arraes e Celso Furtado, por exemplo, ainda no período da ditadura, geravam enormes filas na porta da Argumento, hoje ainda um lugar disputado para comemorar a chegada de novos títulos ao mercado. - Nunca quis que minha livraria fosse um supermercado de livros. Sempre acreditei em atendimento com conhecimento e em uma filosofia simples: se não se pode ter tudo, tenha o melhor - afirma Dalva.
Nos anos 80, de volta a São Paulo, Dalva montou também por lá um charmoso espaço literário. Por aqui, seus filhos Laura, Eduardo e Marcus assumiram o negócio. Foi quando mudaram de endereço, levando a livraria para o número 417 da Dias Ferreira, rua que atualmente abriga quatro outras lojas de livros. - Acho ótima esta concorrência - sublinha a fundadora. Feliz com o mercado editorial nacional, Dalva Gasparian ressalta a qualidade gráfica, as traduções e os títulos e se declara privilegiada. - Não é todo mundo que lida com uma matéria tão nobre quanto livros - diz. Mas não são apenas os livros, presentes em um rico catálogo que vai de clássicos da literatura à fotografia, as atrações da Argumento. Há sete anos sua loja inaugurou um café, hoje prática comum nas livrarias da cidade. O Café Severina, atualmente com mais de 40 metros quadrados, virou rapidamente um ponto de encontro entre os amantes da literatura na cidade. - Ter feito um lugar de troca e de convivência é a nossa maior conquista - comemora.
Músicas do dia
Outra banda que (assim como Stratford4) segue o estilo shoegazer com habilidade. Estilo que, por sinal, parece retomar as forças com uma série de novos grupos americanos. O primeiro cd deles ainda possui as razoáveis "Wheel" e "Julia".
Bio = Taking note from the likes of Ride, Slowdive, My Bloody Valentine, and the Jesus & Mary Chain, the High Violets define their own swirling dream pop. Clint Sargent (vocals/guitar), Kaitlyn Ni Donovan (guitar/vocals), Allen Davis (bass), and Luke Strahota (drums) formed in the hip pockets of Portland, OR, in the late '90s, emerging from the ashes of the Bella Low and Echoplex. They contributed their song "Fa" to the import collection 2002 Digital Belfast. The High Violets also inked a deal with the Reverb for their debut album, 44 Down, which was issued worldwide in spring 2002.
Buzzcocks - Harmony in my head
Minha favorita de uma das bandas menos prestigiadas do punk inglês. Com claras influências dos Sex Pistols e Ramones, fizeram vários clássicos como "Oh Shit!", "Orgasm Addict", "Fast Cars" e "Everybody's happy now". Continuam na ativa, com cd novo e turnê pela Europa e States.
Bio = Formed in Manchester, England, in 1975, the Buzzcocks were one of the most influential bands to emerge in the initial wave of punk rock. With their crisp melodies, driving guitars, and guitarist Pete Shelley's biting lyrics, the Buzzcocks were one of the best, most influential punk bands. The Buzzcocks were inspired by the Sex Pistols' energy, yet they didn't copy the Pistols' angry political stance. Instead, they brought that intense, brilliant energy to the three-minute pop song. Shelly's alternately funny and anguished lyrics about adolescence and love were some of the best and smartest of his era; similarly, the Buzzcocks' melodies and hooks were concise and memorable. Over the years, their powerful punk-pop has proven enormously influential, with echoes of their music being apparent in everyone from Hüsker Dü to Nirvana. The Buzzcocks certainly tested the limits of that artistic control with their debut single, "Orgasm Addict." Released in October of 1977, the single didn't become a hit because its subject matter was too explicit for BBC radio, but it generated good word of mouth. Following its release, Garth Smith was kicked out of the group and was replaced by Steve Garvey. The Buzzcocks' second single, "What Do I Get?," became their first charting single, scraping the bottom of the Top 40.
Blur - Ambulance
Eu sempre achei bandas como Blur, Oasis e Radiohead meio 'overrated', como se diz por aqui. Nunca cheguei a condividir o mesmo entusiasmo proferido pelo público inglês por Liam e companhia. Mas, destas três bandas, o Blur foi o único que fez algumas músicas das quais consegui gostar mais. Entre elas, as clássicas "There's No Other Way" (do período inicial), "Parklife" e "Girls & Boys" (as mais carimbadas). Com cd novo ("Think Tank"), o grupo parece ter perdido de vez o rumo que tinha voltado a achar com o cd anterior ("13"). Apesar disso, a faixa acima ainda vale a pena, assim como a mais experimental "We've got a file on you".
Bio = "Initially, Blur was one of the multitude of British bands who appeared in the wake of the Stone Roses, mining the same swirling, pseudo-psychedelic guitar pop, only with louder guitars. Following an image makeover in the mid-'90s, the group emerged as the most popular band in the U.K., establishing themselves as heir to the English guitar pop tradition of the Kinks, the Small Faces, the Who, the Jam, Madness, and the Smiths. In the process, the group broke down the doors for a new generation of guitar bands who became labeled as Brit-pop. With Damon Albarn's wry lyrics and the group's mastery of British pop tradition, Blur was the leader of Brit-pop, but they quickly became confined by the movement; since they were its biggest band, they nearly died when the movement itself died. Through some reinvention, Blur reclaimed their position as an art pop band in the late '90s by incorporating indie rock and lo-fi influences, which finally gave them their elusive American success in 1997. But the band's legacy remained in Britain, where they helped revitalize guitar pop by skillfully updating the country's pop traditions."
Entzierroa
Já está rolando o famoso festival de San Fermin (que dura toda esta semana) na cidade espanhola de Pamplona. Eu tive a sorte de passar por lá em 97 e gostei bastante. Na verdade, o santo é usado como desculpa para uma festa ininterrupta de 7 dias com fogos de artifícios (muito bons por sinal), ruas abarrotadas de gente, bebida madrugada adentro e o internacionalmente conhecido "encierro". O encierro consiste de um trajeto específico, que fica fechado ao trânsito e aos pedestres (com barreiras), onde uma manada de touros é solta e levada a toda velocidade até uma "plaza de toros". Segundo a tradição, tudo começou quando alguns malucos decidiram correr com os animais entre as ruas apertadas da cidade, enquanto que os levavam para as toreadas do dia.
Agora os malucos vem desde todas as partes do mundo, mas eu preferi a noitada nos bares à levar chifrada de touro, e por isso não me arrisquei a correr. Até mesmo porque todo ano vários turistas (principalmente, americanos e australianos) acabam nos hospitais com feridas graves, graças à mistura de álcool e cansaço. Um dos melhores sites, o sanfermin.com, conta em detalhes o encierro do dia, com milhares de fotos e outros dados interessantes; em espanhol, inglês e euskera (a língua do país basco, da qual Pamplona faz parte).
PS = Este (macabro) infográfico mostra os acontecimentos do encierro do dia. Note que a legenda inclui "chifrada" e "morte" (que foram 13, só no século passado).
Notícia bizarra do día
Giant Preschoolers in Wrestling Match
TBILISI, Georgia - A wrestling match Wednesday between two of the world's largest preschoolers ended in a draw — and a party with ice cream and chocolate. In one corner was Russia's Dzhambulat Khotokhov. At 123 pounds and 3 feet 11 inches, he is the world's largest 4-year-old, according to match organizers. In the other corner: Georgy Bibilauri, a native of the Georgian capital who stands 4 feet tall and weighs 112 pounds. After the boys tied on the mat, they went off to celebrate Bibilauri's fifth birthday. Georgian wrestling champion Levan Tediashvili refereed the match, organized by a journalist who had seen a newspaper article about the Russian boy. "They are fantastic kids," Tediashvili said. "These two giants give off such positive vibes. We Russians and Georgians should follow their example."
PS = Eu não sei, mas acho que tá na hora desse moleque russo começar a usar sutiã...
Torcida irônica
Renato Gaúcho voltou a ser criticado por torcedores do Fluminense da facção Young Flu. A exemplo do que aconteceu em setembro do ano passado, quando Renato argumentou que não era ''mágico'' para corrigir os muitos erros do time com apenas um treino - ele assumiu na véspera do Fla-Flu em que o Fluminense foi goleado por 5 a 2 -, os torcedores protestaram ontem nas Laranjeiras. A faixa com os dizeres ''Você não é mágico, muito menos técnico'', exibida durante o treino, só foi retirada depois da intervenção dos seguranças do clube.
Ela tá dando, tá dando, tá dando...
LOS ANGELES (Reuters) - Pop princess Britney Spears has admitted that she had sex with former boyfriend Justin Timberlake despite once vowing to remain a virgin until she wed. In the upcoming issue of W magazine, Spears details her relationship with Timberlake, the most-watched music industry romance since Courtney Love and Kurt Cobain. The 21-year-old Spears, whose stratospheric rise from Mouseketeer to pop megastar mirrored Timberlake's success, revealed that she had sex because she believed they would marry someday. Spears, now cutting an image-shifting, comeback album after an 18-month hiatus, said she now realizes "I need my single time" to learn to "be self loving." For now, Spears said, she's hunting far afield for a new beau -- especially in Australia and Spain where men are less "fuddy duddy." "I haven't had a boy in a really long time ... just a kiss, man. Just a kiss would be nice."
Vampirespotting
Fui ver "28 Days Later", o novo filme de Danny Boyle. A verdade é que eu não esperava nada disso que rolou na tela, por isso saí meio desapontado. Mas, com mais tempo pra pensar no filme, acho que não foi tão ruim assim. A história começa onde "12 Monkeys" acaba: um vírus é espalhado sobre Londres criando um semi-apocalipse. Esta parte é justamente a melhor, com as já famosas cenas desertas de Londres. Infelizmente, aos poucos o filme vai se tornando cada vez mais B em termos de terror escatológico. Existem também sérios buracos no script, mas isso é só pra quem pretende levar um filme de terror muito à sério. No balanço: a trama está bem filmada e, mesmo não sendo tão inovador quanto "Trainspotting", tem uma técnica e uma sequência de idéias bastante interessante. Por sinal, na Inglaterra, o "28 days later" está sendo tratado como o tipo de película que ou você adora ou odeia. Enfim, coisa de inglês...
A cidade apresenta suas armas
A imagem de cidade violenta afasta os visitantes do Rio? Pelo menos duas pesquisas estrangeiras e as estatísticas de reserva e ocupação de hotéis e centros de eventos dizem que não. Sem medo - que parece mais pertencer aos cariocas -, os turistas são responsáveis por um aumento de até 25% nas reservas hoteleiras para a primeira semana das férias de julho. Os números são confirmados pela preferência internacional. Depois de eleita a mais amigável em pesquisa publicada na revista americana New Scientist, a cidade ficou com o sexto lugar no ranking de locais escolhidos pelos ingleses como alternativa de destino nas férias, à frente de Nova York e Veneza. O resultado foi publicado no jornal inglês The Guardian no fim do mês passado. Segundo um estudo encomendado pelo Ministério do Turismo ao consultor Christopher Pickard no Reino Unido, a reputação negativa do Rio com relação à criminalidade não tem nada a ver com o que acontece na cidade hoje em dia, ''mas persiste desde os anos 80, quando muitos operadores brasileiros decidiram assustar os visitantes com histórias de violência''.
A propagação do terror teria, segundo Pickard, o objetivo de manter os turistas em excursões organizadas em vez de encorajá-los a passear pelas ruas ou a sair para jantar. ''E a imagem negativa e os danos causados não desapareceram'', acrescenta o consultor. Episódios de violência fizeram, este ano, algumas agências internacionais desaconselhar a vinda de turistas ao Rio. Mas, pelo que indicam as estatísticas, os visitantes não deram ouvidos ao alerta antes de arrumarem as malas e embarcarem. - Los Angeles é muito pior. Depois das 19h, ninguém sai às ruas - afirma o californiano Kat Bayati, 66 anos, em férias no Rio. Segundo Pickard, menos turistas estrangeiros têm problemas de segurança no Rio do que em Londres, Barcelona ou Paris. ''Mas o assalto a um turista em qualquer uma dessas cidades não é notícia''.
O temor parece não encontrar fundamento na prática. Apesar de notícias diárias de crimes, segundo o presidente da Associação de Hotéis do Rio (ABIH), Alfredo Lopes, na última semana, as taxas de reserva hoteleira na cidade tiveram reações positivas em relação aos números apresentados nos meses e anos anteriores. Os hotéis da cidade apresentam um aquecimento no número de suas reservas. A rede Luxor, por exemplo, que tem quatro empreendimentos no Rio, comemora um incremento de 25% desde a última semana de junho. A empresa, que fechou o último mês do semestre com uma ocupação média de 52%, prevê chegar ao fim de julho com 70% de ocupação em todos os seus hotéis, uma situação atípica, de acordo com o diretor de hotelaria da rede, Mário Ajul.
O presidente da ABIH atribui os bons resultados do turismo à realização de projetos de cunho social, como o Zona Sul Legal, que estariam fazendo o turista ''rever suas idéias em relação ao Rio''. Rever parece não ser a palavra mais apropriada, já que foram os turistas que elegeram o povo carioca o mais solidário do mundo. A pesquisa, publicada na New Scientist, foi feita por um grupo de cientistas sociais. Durante seis anos, foram observadas as reações de pessoas de diversas cidades em situações que exigiam solidariedade e simpatia, como ajudar um cego a atravessar a rua ou devolver a caneta que alguém que deixou cair, por exemplo. A violência não tem vencido as belezas e a hospitalidade cariocas. Na quinta-feira, a polícia apreendeu duas granadas no Cosme Velho, perto do Corcovado. Mesmo assim, pelo menos os ingleses, que o escolheram como a sexta cidade mais desejada do mundo onde passar as férias, não têm medo do Rio.
Aranha Keith Richards
Results of experiments with Spiders and Drugs
Scientists at the United States National Aeronautics and Space Administration (NASA) have turned their attention from the mysteries of the cosmos to a more esoteric area of research: what happens when you get a spider stoned. Their experiments have shown that common house spiders spin their webs in different ways according to the psychotropic drug they have been given. Spiders on marijuana made a reasonable stab at spinning webs but appeared to lose concentration about half-way through. Those on Benzedrine - "speed" - spin their webs "with great gusto, but apparently without much planning leaving large holes", according to New Scientist magazine.
Caffeine, one of the most common drugs consumed by Britons in soft drinks, tea and coffee, makes spiders incapable of spinning anything better than a few threads strung together at random. On chloral hydrat, an ingredient of sleeping pills, spiders "drop off before they even get started". Nasa scientists believe the research demonstrates that web-spinning spiders can be used to test drugs because the more toxic the chemical, the more deformed was the web. The scientists believe their previous work on the goemetry of crystals will help them to devise computer programs that can analyse web-building objectively in order to predict the toxicity of new medicines. "It appears that one of the most telling measures of toxicity is a decrease, in comparison with a normal web, of the numbers of completed sides [of a web]; the greater the toxicity, the more sides the spider fails to complete", the scientists say.
Notizia bizarra del giorno
Berlusconi Ruins EU Debut with Nazi Jibe
STRASBOURG, France (Reuters) - Italian Prime Minister Silvio Berlusconi ruined his debut at the head of the EU Wednesday when he rebuked a critic by saying the German lawmaker would make a perfect Nazi concentration camp chief. Berlusconi's jibe, which he insisted had been an ironic joke, caused fury in the European Parliament, completely overshadowing his presentation of Italy's priorities for its six-month EU presidency, which began Tuesday. The outburst, compounded by an exchange in which he called MEPs who heckled him "democracy tourists," fueled the doubts of those who have questioned Berlusconi's suitability to lead the 15-nation bloc, given his legal problems and media interests. It came in response to criticism by German Social Democratic MEP Martin Schulz of an alleged conflict of interest between his political role and his media holdings, as well as of comments on immigration by Reforms Minister Umberto Bossi. "Mr Schulz, I know there is in Italy a man producing a film on the Nazi concentration camps. I would like to suggest you for the role of Kapo. You'd be perfect," Berlusconi exclaimed to jeers in the chamber.
PS = Essa merece até vídeo, do Corriere della Sera.
Last Days of Broadview
Por algumas semanas estarei sem casa, já que acabei de deixar o edifício Broadview, onde morei por 3 anos. O prédio em sí era um enorme hotel reformado onde moravam estudantes (em sua maioría), alguns profissionais, pensionados e muitos estrangeiros. O apê era pequeno mas bem confortável, com charme próprio. Dava até pra esquecer de problemas como o fato de que a privada funcionava por conta própria, o mofo invadindo o teto do banheiro ou o vão entre a porta da entrada e o chão (que deixou entrar uma família de ratos uma vez). Por outro lado, podia arrumar as roupas ou lavar pratos só quando dava na telha, estacionar dentro próprio prédio, andar de bicicleta todo dia até à faculdade, não ter que consertar nada, etc... Enfim, nada se compara à liberdade de fazer o que se quer no seu próprio espaço. Ficam as lembranças das várias madrugadas vendo filmes com a Elka, do início (quando não gostava muito do lugar), da grande nevasca de Fevereiro, da vista para o prédio vizinho (o "rival" Hopkins House), de chegar em casa e esquecer os problemas de Baltimore... Outras fotos:
1 A entrada do prédio (onde fica a portaria)
2 Parte de trás da garagem
3 Saída da garagem à rua
4 A loja dos indianos no térreo (com preços superfaturados)
5 A loja do prédio em frente, onde geralmente ia comprar algo
6 Meu quarto nú
7 Apartamento minimalista
8 A última coisa a sair
Mais fotos pré-publicadas:
1 os elevadores
2 um plano do meu andar (a seta indica a posição do meu apartamento)
3 o corredor
4 meu quarto I
5 meu quarto II
Love, Favela-Style